No despacho em que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência e no escritório do ex-ministro Antônio Delfim Netto, o juiz Sergio Moro também determinou o bloqueio de R$ 4,4 milhões nas contas de Delfim.
A determinação foi enviada ao Banco Central, que irá bloquear o montante que estiver nas contas do ex-ministro até chegar ao valor determinado por Moro.
A residências e o escritório de Delfim Netto foram alvos de busca e apreensão durante a manhã desta sexta-feira, além das sedes da empreiteira J. Malucelli, no Paraná, uma das empresas que participaram do consórcio Norte Energia e fizeram depósitos a Delfim Netto.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu um bloqueio ainda maior, de R$ 15 milhões, calculado como o valor total que o ex-ministro teria recebido, segundo os procuradores, como contrapartida indevida à sua participação na estruturação do consórcio vencedor da licitação de Belo Monte.
10 de março de 2018
Outro petista ganha vice-presidência na Caixa
O PT continua retomando o poder na Caixa. Após o presidente Michel Temer terceirizar ao banco oficial a nomeação dos próprios dirigentes, o seu presidente Gilberto Occhi tornou vice-presidente Corporativo o ex-diretor do governo do PT na Caixa Jair Mahl.
A designação de Mahl deixou chocados os funcionários da Caixa. Era do Mahl a área de grandes negócios na Caixa, de clientes como JBS e Odebrecht.
O petista que virou vice-presidente da Caixa ganhou confiança Lula no esquema montado para financiar a obra do estádio do Corinthians.O ministro Moreira Franco já teve um “papo reto” com Occhi sobre a volta de petistas ao comando da Caixa, mas isso parece ter sido inútil.
Gilberto Occhi nomeou diretor de Negócios da Caixa o petista Luis Antonio Tauffer Padilha, ex-braço direito de Gleisi Hoffmann (PT-PR).Roney Granemann ganhou a diretoria de Gestão de Pessoas da Caixa, com o beneplácito do conselho de administração, que Occhi controla.
A designação de Mahl deixou chocados os funcionários da Caixa. Era do Mahl a área de grandes negócios na Caixa, de clientes como JBS e Odebrecht.
O petista que virou vice-presidente da Caixa ganhou confiança Lula no esquema montado para financiar a obra do estádio do Corinthians.O ministro Moreira Franco já teve um “papo reto” com Occhi sobre a volta de petistas ao comando da Caixa, mas isso parece ter sido inútil.
Gilberto Occhi nomeou diretor de Negócios da Caixa o petista Luis Antonio Tauffer Padilha, ex-braço direito de Gleisi Hoffmann (PT-PR).Roney Granemann ganhou a diretoria de Gestão de Pessoas da Caixa, com o beneplácito do conselho de administração, que Occhi controla.
Supremo nega indulto para o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato
Nesta sexta-feira (9) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso negou o pedido de perdão de pena para o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.
O pedido de concessão de indulto foi feito pela esposa de Pizzolato, Andrea Eunice Haas, com base no decreto presidencial de indulto natalino de 2017.
O indulto teve trechos suspensos pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Entre os trechos, foi impugnado o que conferia perdão a quem tivesse cumprido um quinto da pena nos crimes sem grave ameaça ou violência, e o que conferia a possibilidade da concessão do indulto a quem não quitou dívida e multa com a União.
O ex-diretor do BB deve cerca de R$ 2 milhões à União em multa criminal. Ao negar a concessão, Barroso recorda que Pizzolato não formalizou o parcelamento do débito da multa com a Fazenda Nacional, o que também “impediria o deferimento do indulto”. O pagamento da multa criminal era uma das exigências da Justiça para o consentimento do benefício. Henrique Pizzolato foi condenado no mensalão em 2012, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
O pedido de concessão de indulto foi feito pela esposa de Pizzolato, Andrea Eunice Haas, com base no decreto presidencial de indulto natalino de 2017.
O indulto teve trechos suspensos pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Entre os trechos, foi impugnado o que conferia perdão a quem tivesse cumprido um quinto da pena nos crimes sem grave ameaça ou violência, e o que conferia a possibilidade da concessão do indulto a quem não quitou dívida e multa com a União.
O ex-diretor do BB deve cerca de R$ 2 milhões à União em multa criminal. Ao negar a concessão, Barroso recorda que Pizzolato não formalizou o parcelamento do débito da multa com a Fazenda Nacional, o que também “impediria o deferimento do indulto”. O pagamento da multa criminal era uma das exigências da Justiça para o consentimento do benefício. Henrique Pizzolato foi condenado no mensalão em 2012, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Bolsa Família pode se tornar 'Bolsa Dignidade'
O governo pretende mexer no programa Bolsa Família para introduzir o conceito de dignidade, segundo uma fonte a par do assunto. Também se cogitou trocar o nome por " Bolsa Dignidade", mas existem dúvidas se isso é possível e avalia-se o risco de eventual repercussão negativa da medida em ano eleitoral.
Também está em discussão a possibilidade de pagar um adicional de R$ 20 para os beneficiários que realizarem trabalho voluntário.
Outra proposta em análise é reajustar o Bolsa Família para repor a inflação (que fechou 2017 em 2,95%) e mais parte do aumento do botijão de gás como uma forma de compensar o impacto da alta do produto no orçamento das famílias mais pobres. O último aumento do Bolsa ocorreu em meados de 2016, de 12,5%.
O presidente Michel Temer pediu ao ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, para apresentar uma proposta ainda em março, a fim de o aumento possa ser pago dentro de um mês. O ministro quer anunciar a medida antes de deixar o cargo para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Também está em discussão a possibilidade de pagar um adicional de R$ 20 para os beneficiários que realizarem trabalho voluntário.
Outra proposta em análise é reajustar o Bolsa Família para repor a inflação (que fechou 2017 em 2,95%) e mais parte do aumento do botijão de gás como uma forma de compensar o impacto da alta do produto no orçamento das famílias mais pobres. O último aumento do Bolsa ocorreu em meados de 2016, de 12,5%.
O presidente Michel Temer pediu ao ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, para apresentar uma proposta ainda em março, a fim de o aumento possa ser pago dentro de um mês. O ministro quer anunciar a medida antes de deixar o cargo para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Fortaleza tem 6 mortos e 7 feridos na noite desta sexta
Ao menos seis pessoas morreram e outras sete ficaram feridas após ataques simultâneos que aconteceram na região central de Fortaleza, no Ceará, na noite desta sexta-feira, 9. Os crimes ocorreram um dia após oficiais terem encontrado os corpos de três mulheres decapitadas na capital, e menos de dois meses depois da maior chacina do Estado ter deixado 14 mortos na periferia da cidade. Esse é pelo menos o terceiro episódio de violência vivido pela cidade apenas desde o início do ano.
Segundo testemunhas, homens armados chegaram em frente a um bar na Praça Gentilândia e começaram a disparar contra pessoas que estavam sentadas em uma das mesas. A quantidade de pessoas que podem ter sido atingidas é alta pois a região da praça, no bairro de Benfica é um dos mais movimentados da cidade, e estava cheia nesta sexta.
Pessoas que estavam próximas ao local afirmaram ter ouvido ao menos 12 disparos, informou a Polícia Civil em uma nota publicada em perfil oficial da corporação, no Facebook. Viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros e encaminhas os feridos.
O jornal local Diário do Nordeste diz que quatro tiroteios simultâneos ocorreram na mesma região de Benfica: um na Praça de Gentilândia, outro na Vila Demétrio, outro em frente à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza e também um na avenida Joaquim Magalhães.
Segundo testemunhas, homens armados chegaram em frente a um bar na Praça Gentilândia e começaram a disparar contra pessoas que estavam sentadas em uma das mesas. A quantidade de pessoas que podem ter sido atingidas é alta pois a região da praça, no bairro de Benfica é um dos mais movimentados da cidade, e estava cheia nesta sexta.
Pessoas que estavam próximas ao local afirmaram ter ouvido ao menos 12 disparos, informou a Polícia Civil em uma nota publicada em perfil oficial da corporação, no Facebook. Viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros e encaminhas os feridos.
O jornal local Diário do Nordeste diz que quatro tiroteios simultâneos ocorreram na mesma região de Benfica: um na Praça de Gentilândia, outro na Vila Demétrio, outro em frente à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza e também um na avenida Joaquim Magalhães.
Joesley Batista deixa a cadeia em São Paulo
O empresário Joesley Batista, do grupo J&F, deixou a carceragem da Polícia Federal em São Paulo pouco depois das 22h desta sexta-feira.
Ele estava preso havia seis meses e foi beneficiado por uma decisão da Justiça Federal de Brasília, que revogou sua prisão preventiva. A medida foi estendida ao ex-diretor da JBS Ricardo Saud, que também deixou a cadeia na noite desta sexta.
Para evitar a fuga, os passaportes de Joesley e Saud ficarão retidos, com ambos proibidos de deixar o Brasil. Em menos de um mês, foram revogados os dois mandados de prisão que vigoravam contra o empresário.
Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus a ele e o irmão, Wesley Batista, no processo em que estes respondem pelo uso de informações da própria delação para obter vantagens indevidas na Bolsa de Valores de São Paulo. Na ocasião, Wesley foi solto, porque só pesava contra ele uma ordem de prisão. Joesley continuou preso, em virtude de outro processo.
Decisão
Como justificativa para libertá-lo nesta sexta, o juiz Reis Bastos, da recém-criada 12ª Vara, alegou o “induvidoso excesso de prazo da prisão cautelar”.“Sua prisão temporária foi decretada em 8 de setembro de 2017 e convertida em prisão preventiva em 14 de setembro de 2017, estando o requerido (Joesley Batista) encarcerado preventivamente há exatos seis meses, prazo muito superior aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo.”
Ele também argumentou que o empresário tem residência e atividades fixas, o que justifica que tenha a prisão revogado. “O requerido tem residência conhecida, ocupação lícita e colabora com as investigações, sem notícia de antecedentes que o desabone, circunstâncias que favorecem o pretendido restabelecimento de sua liberdade”, completou.
Ele estava preso havia seis meses e foi beneficiado por uma decisão da Justiça Federal de Brasília, que revogou sua prisão preventiva. A medida foi estendida ao ex-diretor da JBS Ricardo Saud, que também deixou a cadeia na noite desta sexta.
Para evitar a fuga, os passaportes de Joesley e Saud ficarão retidos, com ambos proibidos de deixar o Brasil. Em menos de um mês, foram revogados os dois mandados de prisão que vigoravam contra o empresário.
Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus a ele e o irmão, Wesley Batista, no processo em que estes respondem pelo uso de informações da própria delação para obter vantagens indevidas na Bolsa de Valores de São Paulo. Na ocasião, Wesley foi solto, porque só pesava contra ele uma ordem de prisão. Joesley continuou preso, em virtude de outro processo.
Decisão
Como justificativa para libertá-lo nesta sexta, o juiz Reis Bastos, da recém-criada 12ª Vara, alegou o “induvidoso excesso de prazo da prisão cautelar”.“Sua prisão temporária foi decretada em 8 de setembro de 2017 e convertida em prisão preventiva em 14 de setembro de 2017, estando o requerido (Joesley Batista) encarcerado preventivamente há exatos seis meses, prazo muito superior aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo.”
Ele também argumentou que o empresário tem residência e atividades fixas, o que justifica que tenha a prisão revogado. “O requerido tem residência conhecida, ocupação lícita e colabora com as investigações, sem notícia de antecedentes que o desabone, circunstâncias que favorecem o pretendido restabelecimento de sua liberdade”, completou.
PT vê prisão de Lula ainda em março; PF já tem plano de ação para cumprir a ordem
A decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça de negar um habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornou mais próxima a possibilidade de prisão do petista. No cenário atual, isso depende apenas de o Tribunal Regional Federal da 4ª Região analisar os embargos de declaração apresentado por sua defesa que não têm capacidade de alterar o resultado de julgamento no caso dotríplex do Guarujá (SP).
Seguindo o entendimento em vigor do Supremo Tribunal Federal, que autoriza a prisão enquanto houver possibilidade de recurso, o TRF4 informou que o cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão do petista terá início assim que os embargos forem julgados e o processo em segunda instância estiver encerrado.
O rito de tramitação desse tipo de recurso é breve. O gabinete do desembargador João Pedro Gebran Neto recebeu os embargos da defesa de Lula na última segunda-feira e, agora, depende dele marcar a data de julgamento pelo colegiado. O desembargador Victor Laus está de férias até o dia 23 de março, mas os trabalhos da turma continuam com a presença de um juiz substituto.
A análise do recurso na sessão de julgamento não tem sustentação oral da defesa, o que permite uma decisão rápida . Uma vez esclarecidos os pontos do acórdão questionados pelos advogados, o processo é concluído no TRF4 e remetido à primeira instância, onde cabe ao juiz Sergio Moro emitir a ordem de prisão.
A coluna Radar, publicada no sábado dia 3, informou que a avaliação da alta cúpula do PT é que o pedido de prisão do líder petista ocorra ainda em março. A medida será um baque na imagem do ex-presidente, que ainda trava uma batalha jurídica para conseguir ser candidato, já que a condenação em segunda instância o impede de disputar eleições, conforme a lei da Ficha Limpa. Resta ao partido seguir com o discurso de que Lula está sendo perseguido ou, com a ajuda dele mesmo, criar um nome alternativo. Hoje, o PT está inclinado para a primeira opção.
Seguindo o entendimento em vigor do Supremo Tribunal Federal, que autoriza a prisão enquanto houver possibilidade de recurso, o TRF4 informou que o cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão do petista terá início assim que os embargos forem julgados e o processo em segunda instância estiver encerrado.
O rito de tramitação desse tipo de recurso é breve. O gabinete do desembargador João Pedro Gebran Neto recebeu os embargos da defesa de Lula na última segunda-feira e, agora, depende dele marcar a data de julgamento pelo colegiado. O desembargador Victor Laus está de férias até o dia 23 de março, mas os trabalhos da turma continuam com a presença de um juiz substituto.
A análise do recurso na sessão de julgamento não tem sustentação oral da defesa, o que permite uma decisão rápida . Uma vez esclarecidos os pontos do acórdão questionados pelos advogados, o processo é concluído no TRF4 e remetido à primeira instância, onde cabe ao juiz Sergio Moro emitir a ordem de prisão.
A coluna Radar, publicada no sábado dia 3, informou que a avaliação da alta cúpula do PT é que o pedido de prisão do líder petista ocorra ainda em março. A medida será um baque na imagem do ex-presidente, que ainda trava uma batalha jurídica para conseguir ser candidato, já que a condenação em segunda instância o impede de disputar eleições, conforme a lei da Ficha Limpa. Resta ao partido seguir com o discurso de que Lula está sendo perseguido ou, com a ajuda dele mesmo, criar um nome alternativo. Hoje, o PT está inclinado para a primeira opção.
Presidente do STF deixa prisão em 2ª instância fora da pauta da corte em abril
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, deixou ações que questionam o início do cumprimento de penas após condenação em segunda instância de fora da pauta da corte em abril, contrariando o desejo da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de correlegionários do petista que pressionam para que o Supremo analise o tema.
Cármen Lúcia já havia deixado duas ações que questionam a prisão após condenação em segunda instância de fora da pauta de julgamentos de março. A pauta de abril foi divulgada pelo Supremo nesta sexta.
Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro, foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso sobre o apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.
O ex-presidente pode ser preso e começar a cumprir a pena quando os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 analisarem os embargos de declaração interpostos pela defesa do petista. Este tipo de recurso geralmente não altera o resultado de mérito do julgamento, embora a defesa de Lula tenha feito este pedido.
Lula também pode ficar impedido de disputar a eleição em outubro por conta da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por um órgão colegiado do Judiciário, como é a 8ª Turma do TRF-4.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou um pedido de habeas corpus da defesa de Lula que buscava impedir sua prisão após esgotados os recursos no TRF-4. A defesa de Lula cobra agora que o STF analise um pedido de habeas corpus impetrado na corte no início de fevereiro.
Cármen Lúcia já havia deixado duas ações que questionam a prisão após condenação em segunda instância de fora da pauta de julgamentos de março. A pauta de abril foi divulgada pelo Supremo nesta sexta.
Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro, foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso sobre o apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.
O ex-presidente pode ser preso e começar a cumprir a pena quando os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 analisarem os embargos de declaração interpostos pela defesa do petista. Este tipo de recurso geralmente não altera o resultado de mérito do julgamento, embora a defesa de Lula tenha feito este pedido.
Lula também pode ficar impedido de disputar a eleição em outubro por conta da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por um órgão colegiado do Judiciário, como é a 8ª Turma do TRF-4.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou um pedido de habeas corpus da defesa de Lula que buscava impedir sua prisão após esgotados os recursos no TRF-4. A defesa de Lula cobra agora que o STF analise um pedido de habeas corpus impetrado na corte no início de fevereiro.
9 de março de 2018
eleição presidencial já tem 11 pré-candidatos
A cinco meses para o início do registro das candidaturas, a corrida eleitoral deste ano começa a ganhar forma e já reúne pelo menos 11 postulantes ao Palácio do Planalto colocados oficialmente. na última quinta-feira, 8, os nomes do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foram lançados por seus partidos.
Analistas apontam o cenário de incerteza na disputa presidencial, reflexo da crise política, e o fim do financiamento empresarial como determinantes para a proliferação de candidaturas. A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), até agora líder nas pesquisas de intenção de voto, ficar impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa também é considerada um fator para a pulverização de candidatos
Algumas dessas candidaturas, porém, são vistas como tentativa de os partidos se cacifarem nas negociações de alianças eleitorais, como a do próprio Maia. No evento em que "estreou" como pré-candidato à Presidência, o deputado foi reverenciado por líderes de siglas do Centrão e até por tucanos, que já têm no governador Geraldo Alckmin (PSDB) seu pré-candidato. Eles ainda tentam atrair o DEM para a chapa presidencial.
A exemplo da candidatura do DEM, considerada de centro, no campo da esquerda a postulação da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB) também é vista com ceticismo. Historicamente, o partido tem se colocado como linha auxiliar do PT e aliados dizem ter dúvidas se ela a manterá até o fim.
"O quadro está aberto. Partido grande não tem candidato forte, candidato mais forte está em partido fraco. O primeiro colocado nas pesquisas está impedido e o outsider saiu. O governo é bom nos resultados econômicos e pessimamente avaliado. Isso tudo dá muita insegurança para se apostar em coligações agora", afirmou o cientista político Rubens Figueiredo.
A fragmentação vista no campo de centro, que reúne, além de Maia e Alckmin, o senador Álvaro Dias (Podemos), pode ficar ainda maior caso o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), concorra. Ele negocia filiação ao MDB, mas dirigentes da sigla têm dito que a prioridade, em caso de candidatura própria, é do presidente Michel Temer - que diz não ter a pretensão de disputar a reeleição.
"Vemos a pré-candidatura do Maia com o mesmo respeito com que vemos a do Meirelles. E inclusive alguma do MDB que possa ser lançada", disse nesta quinta o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.
Na esquerda, a indefinição sobre Lula incentiva a fragmentação. Além do petista e de Ciro, o PSOL lança neste sábado (9/3) o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, como pré-candidato. Embora considerada mais ao centro, a ex-ministra Marina Silva (Rede) oficializada como pré-candidata em dezembro disputa o mesmo eleitorado.
No outro extremo, o PSL filiou na quarta-feira, 7, o deputado Jair Bolsonaro (RJ), 2.º colocado nas sondagens eleitorais. O empresário João Amoêdo foi lançado pelo Novo em novembro.
Para o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, uma das medidas do que chama de "desestruturação" de sistema político é o número de candidaturas Para ele, já é possível projetar 18 nomes. "Nosso recorde foi em 1989, quando 22 candidatos se lançaram. A diferença é que em 1989 a descoordenação era reflexo da inauguração do regime, já 2018 é retrato de sua desconstrução." Vitorioso na primeira eleição após a redemocratização, o senador Fernando Collor (AL) é pré-candidato pelo PTC.
A reportagem adotou o critério de desconsiderar pré-candidaturas não citadas nos principais institutos de pesquisa, como a da ex-apresentadora Valéria Monteiro, lançada pelo PMN.
"Com a crise e a ausência de candidatos com poder de aglutinação, todos os partidos resolveram se aventurar", afirmou o cientista político Carlos Melo, do Insper. A consequência, disse, pode ser um 2.º turno entre nomes com poucos votos. Para Marchetti, "uma candidatura que consiga 20% dos votos no 1.º turno terá grande chance de sair vitoriosa".
Analistas apontam o cenário de incerteza na disputa presidencial, reflexo da crise política, e o fim do financiamento empresarial como determinantes para a proliferação de candidaturas. A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), até agora líder nas pesquisas de intenção de voto, ficar impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa também é considerada um fator para a pulverização de candidatos
Algumas dessas candidaturas, porém, são vistas como tentativa de os partidos se cacifarem nas negociações de alianças eleitorais, como a do próprio Maia. No evento em que "estreou" como pré-candidato à Presidência, o deputado foi reverenciado por líderes de siglas do Centrão e até por tucanos, que já têm no governador Geraldo Alckmin (PSDB) seu pré-candidato. Eles ainda tentam atrair o DEM para a chapa presidencial.
A exemplo da candidatura do DEM, considerada de centro, no campo da esquerda a postulação da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB) também é vista com ceticismo. Historicamente, o partido tem se colocado como linha auxiliar do PT e aliados dizem ter dúvidas se ela a manterá até o fim.
"O quadro está aberto. Partido grande não tem candidato forte, candidato mais forte está em partido fraco. O primeiro colocado nas pesquisas está impedido e o outsider saiu. O governo é bom nos resultados econômicos e pessimamente avaliado. Isso tudo dá muita insegurança para se apostar em coligações agora", afirmou o cientista político Rubens Figueiredo.
A fragmentação vista no campo de centro, que reúne, além de Maia e Alckmin, o senador Álvaro Dias (Podemos), pode ficar ainda maior caso o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), concorra. Ele negocia filiação ao MDB, mas dirigentes da sigla têm dito que a prioridade, em caso de candidatura própria, é do presidente Michel Temer - que diz não ter a pretensão de disputar a reeleição.
"Vemos a pré-candidatura do Maia com o mesmo respeito com que vemos a do Meirelles. E inclusive alguma do MDB que possa ser lançada", disse nesta quinta o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.
Na esquerda, a indefinição sobre Lula incentiva a fragmentação. Além do petista e de Ciro, o PSOL lança neste sábado (9/3) o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, como pré-candidato. Embora considerada mais ao centro, a ex-ministra Marina Silva (Rede) oficializada como pré-candidata em dezembro disputa o mesmo eleitorado.
No outro extremo, o PSL filiou na quarta-feira, 7, o deputado Jair Bolsonaro (RJ), 2.º colocado nas sondagens eleitorais. O empresário João Amoêdo foi lançado pelo Novo em novembro.
Para o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, uma das medidas do que chama de "desestruturação" de sistema político é o número de candidaturas Para ele, já é possível projetar 18 nomes. "Nosso recorde foi em 1989, quando 22 candidatos se lançaram. A diferença é que em 1989 a descoordenação era reflexo da inauguração do regime, já 2018 é retrato de sua desconstrução." Vitorioso na primeira eleição após a redemocratização, o senador Fernando Collor (AL) é pré-candidato pelo PTC.
A reportagem adotou o critério de desconsiderar pré-candidaturas não citadas nos principais institutos de pesquisa, como a da ex-apresentadora Valéria Monteiro, lançada pelo PMN.
"Com a crise e a ausência de candidatos com poder de aglutinação, todos os partidos resolveram se aventurar", afirmou o cientista político Carlos Melo, do Insper. A consequência, disse, pode ser um 2.º turno entre nomes com poucos votos. Para Marchetti, "uma candidatura que consiga 20% dos votos no 1.º turno terá grande chance de sair vitoriosa".
MP pede saída de Pezão e Procuradoria do RJ recorre ao STF
O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) pediu, nesta sexta-feira (9), para que o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) e seu vice deixem seus cargos e paguem uma multa no valor de R$ 5,7 milhões, além de terem seus direitos políticos suspensos por oito anos, após os investimentos na área da Saúde não atingirem o mínimo de 12%, previsto por lei, e configurando improbidade administrativa.
O pedido ocorre após o Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) retirar da pauta, na última segunda-feira (5), o julgamento do processo de impeachment do governador, impetrado pelo Psol na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) contra a mesa Diretora.
Em resposta, o Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o resultado do índice constitucional da saúde em 2016 foram justificados pelos arrestos e bloqueios de R$ 8 bilhões nas contas do Estado daquele ano. Além disso, afirmou que a justificativa foi remetida à Alerj, órgão responsável pela apreciação das contas do Estado. Por último, afirmou que as contas desse mesmo ano foram aprovadas pela própria assembleia.
Entretanto, de acordo com a coordenadora do GAECC/MPRJ, promotora de Justiça Patrícia Villela, o mínimo de 12%, que no governo Pezão configuravam R$ 4,35 bilhões, deve ser respeitado independentemente do valor arrecadado no ano. Nesse mesmo ano, foram investidos apenas R$ 3,77 bilhões, ou seja, 10,35%.
Devido a isso, Pezão poderá ser condenado ao pagamento de R$ 5.749.327,83 por danos morais coletivos, estimando-se em 1% do valor da diferença entre o total aplicado pelo RJ em ações e serviços de saúde no exercício de 2016 e o mínimo previsto. A PGE (Procuradoria Geral do Estado) afirmou que recorreu da ação do MP ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O pedido ocorre após o Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) retirar da pauta, na última segunda-feira (5), o julgamento do processo de impeachment do governador, impetrado pelo Psol na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) contra a mesa Diretora.
Em resposta, o Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o resultado do índice constitucional da saúde em 2016 foram justificados pelos arrestos e bloqueios de R$ 8 bilhões nas contas do Estado daquele ano. Além disso, afirmou que a justificativa foi remetida à Alerj, órgão responsável pela apreciação das contas do Estado. Por último, afirmou que as contas desse mesmo ano foram aprovadas pela própria assembleia.
Entretanto, de acordo com a coordenadora do GAECC/MPRJ, promotora de Justiça Patrícia Villela, o mínimo de 12%, que no governo Pezão configuravam R$ 4,35 bilhões, deve ser respeitado independentemente do valor arrecadado no ano. Nesse mesmo ano, foram investidos apenas R$ 3,77 bilhões, ou seja, 10,35%.
Devido a isso, Pezão poderá ser condenado ao pagamento de R$ 5.749.327,83 por danos morais coletivos, estimando-se em 1% do valor da diferença entre o total aplicado pelo RJ em ações e serviços de saúde no exercício de 2016 e o mínimo previsto. A PGE (Procuradoria Geral do Estado) afirmou que recorreu da ação do MP ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Dorival Junior é demitido do comando do São Paulo
O técnico Dorival Junior não trabalha mais no São Paulo. A derrota para o Palmeiras no última quinta-feira (08), por 2 a 0, foi a gota d'água que faltava para a diretoria decidir pela saída do treinador.
A diretoria anunciou em sua conta no Twitter. A decisão foi tomada em reunião que aconteceu na manhã desta sexta-feira no Centro de Treinamento do time na Barra Funda.
André Jardine, treinador da equipe sub-20, assumi temporariamente o São Paulo. Ele já vai comandar o treino desta tarde.Dorival assumiu o comando do São Paulo em julho de 2017, depois da saída de Rogério Ceni. No total, foram 40 jogos, 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Dorival Junior foi o nono treinador do São Paulo em seis anos, data do último título.
A diretoria anunciou em sua conta no Twitter. A decisão foi tomada em reunião que aconteceu na manhã desta sexta-feira no Centro de Treinamento do time na Barra Funda.
André Jardine, treinador da equipe sub-20, assumi temporariamente o São Paulo. Ele já vai comandar o treino desta tarde.Dorival assumiu o comando do São Paulo em julho de 2017, depois da saída de Rogério Ceni. No total, foram 40 jogos, 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Dorival Junior foi o nono treinador do São Paulo em seis anos, data do último título.
Ministro do STJ nega pedido de prisão domiciliar a Maluf
O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Jorge Mussi negou pedido liminar de prisão domiciliar apresentado pela defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP), preso desde dezembro de 2017 por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
A defesa alega questões humanitárias e riscos à saúde do deputado para justificar a concessão da medida liminar, mas o ministro entendeu que, por ora, os autos indicam que o parlamentar tem recebido assistência médica adequada na prisão.
Maluf foi condenado pelo STF à pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela prática de crime de lavagem de dinheiro.
Ele é acusado de ter desviado recursos dos cofres públicos quando exerceu o cargo de prefeito de São Paulo (1993-1996) e enviado o dinheiro para contas nos Estados Unidos.
A defesa alega questões humanitárias e riscos à saúde do deputado para justificar a concessão da medida liminar, mas o ministro entendeu que, por ora, os autos indicam que o parlamentar tem recebido assistência médica adequada na prisão.
Maluf foi condenado pelo STF à pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela prática de crime de lavagem de dinheiro.
Ele é acusado de ter desviado recursos dos cofres públicos quando exerceu o cargo de prefeito de São Paulo (1993-1996) e enviado o dinheiro para contas nos Estados Unidos.
Brasileiros com "nome sujo" chegam a 40,5% da população
A porcentagem de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores em fevereiro chegou a 40,5% da população com idade entre 18 e 95 anos, de acordo com dados do indicador do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).
A estimativa das entidades é que o Brasil tenha 61,7 milhões de pessoas com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. Segundo o indicador, no mês de fevereiro foi registrado um aumento de 2,71% no volume de inadimplentes em comparação ao mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro, o aumento foi de 0,55%.
A estimativa das entidades é que o Brasil tenha 61,7 milhões de pessoas com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. Segundo o indicador, no mês de fevereiro foi registrado um aumento de 2,71% no volume de inadimplentes em comparação ao mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro, o aumento foi de 0,55%.
Joesley Batista e Ricardo Saud são soltos pela Justiça Federal no DF
O dono da J&F Joesley Batista e o ex-executivo da JBS Ricardo Saud foram liberados nesta sexta-feira (9) por decisão da 12ª Vara Federal no Distrito Federal.
Com a decisão do juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, os dois executivos devem ser liberados ainda hoje da carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Joesley está preso desde 8 de setembro de 2017.
Com a decisão do juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, os dois executivos devem ser liberados ainda hoje da carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Joesley está preso desde 8 de setembro de 2017.
Delfim Netto levou R$ 15 milhões de propina por Belo Monte, diz MP
A Operação Buona Fortuna, 49ª fase da Lava Jato afirma que o ex-ministro Antonio Delfim Netto recebeu porcentual de propina mediante contratos fictícios de consultoria sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
O ex-ministro da Fazenda e o sobrinho, o empresário Luiz Appolonio Neto, foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 9.
Em nota, o Ministério Público Federal (MPF), no Paraná, informou que Delfim Netto é suspeito de receber parcela das vantagens indevidas que seriam direcionadas aos partidos PMDB e PT, por conta da atuação na estruturação do consórcio Norte Energia.
O ex-ministro da Fazenda e o sobrinho, o empresário Luiz Appolonio Neto, foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 9.
Em nota, o Ministério Público Federal (MPF), no Paraná, informou que Delfim Netto é suspeito de receber parcela das vantagens indevidas que seriam direcionadas aos partidos PMDB e PT, por conta da atuação na estruturação do consórcio Norte Energia.
Apenas dois partidos políticos têm maioria feminina no Brasil
Pesquisa divulgada pelo Movimento Transparência Partidária (MTP) revela que ainda é muito pequena a participação feminina nos partidos políticos brasileiros.
O quadro é “bastante preocupante” porque existem apenas dois partidos com maioria de mulheres, disse o cientista político Marcelo Issa, professor da Fundação Getulio Vargas.
Mesmo no Partido da Mulher Brasileira (PMB), o percentual de filiadas não passa de 55%, e, no Partido Republicano Brasileiro (PRB), elas participam com 51%.
A quantidade de mulheres em cargos de direção partidária também é baixa: fica, nacionalmente, na casa dos 20%. “E não há renovação dentro dos partidos políticos”, afirmou Issa. A grande maioria dos partidos tem entre 40% e 46% de mulheres. “Na lanterna, infelizmente, dois partidos recentes: a Rede, com 63% de homens, e o Partido Novo, com 86% de homens”.
Segundo o cientista político, falta renovação. Com base nos diretórios executivos nacionais das 35 agremiações partidárias, nos últimos dez anos verificou-se que 75% dos dirigentes nacionais são os mesmos há, pelo menos, dez anos.
Issa argumentou que, se as mulheres são apenas 20% dos dirigentes partidários e não há renovação nos quadros de direção dos partidos, dificilmente essa realidade tem condições de mudar.
O quadro é “bastante preocupante” porque existem apenas dois partidos com maioria de mulheres, disse o cientista político Marcelo Issa, professor da Fundação Getulio Vargas.
Mesmo no Partido da Mulher Brasileira (PMB), o percentual de filiadas não passa de 55%, e, no Partido Republicano Brasileiro (PRB), elas participam com 51%.
A quantidade de mulheres em cargos de direção partidária também é baixa: fica, nacionalmente, na casa dos 20%. “E não há renovação dentro dos partidos políticos”, afirmou Issa. A grande maioria dos partidos tem entre 40% e 46% de mulheres. “Na lanterna, infelizmente, dois partidos recentes: a Rede, com 63% de homens, e o Partido Novo, com 86% de homens”.
Segundo o cientista político, falta renovação. Com base nos diretórios executivos nacionais das 35 agremiações partidárias, nos últimos dez anos verificou-se que 75% dos dirigentes nacionais são os mesmos há, pelo menos, dez anos.
Issa argumentou que, se as mulheres são apenas 20% dos dirigentes partidários e não há renovação nos quadros de direção dos partidos, dificilmente essa realidade tem condições de mudar.
Maia diz que governo federal faliu e aponta risco de volta da hiperinflação
O presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato do DEM à Presidência, Rodrigo Maia (RJ), disse nesta sexta-feira que o governo federal está falido e que, se nada for feito do lado da redução de despesas, o país corre o risco de ver a volta da hiperinflação em um curto espaço de tempo.
Em sabatina após almoço promovido por uma revista no Rio de Janeiro, Maia também mirou na equipe econômica do presidente Michel Temer, afirmando que "volta e meia" o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pensa em elevar impostos, mas que uma alta de tributos não será aprovada pelo Congresso Nacional.
Meirelles também é apontado como possível postulante ao Palácio do Planalto na eleição de outubro, possivelmente pelo MDB, partido de Temer.
Em sabatina após almoço promovido por uma revista no Rio de Janeiro, Maia também mirou na equipe econômica do presidente Michel Temer, afirmando que "volta e meia" o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pensa em elevar impostos, mas que uma alta de tributos não será aprovada pelo Congresso Nacional.
Meirelles também é apontado como possível postulante ao Palácio do Planalto na eleição de outubro, possivelmente pelo MDB, partido de Temer.
23 de fevereiro de 2018
DIRETOR DO DER NO PARANÁ É PRESO NA OPERAÇÃO LAVA JATO
Nelson Leal, diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, está entre os seis presos nesta quinta-feira (22) na 48ª fase da Operação da Lava Jato, batizada de Integração.
As suspeitas são de que o diretor tenha recebido propina da concessionária Econorte, do grupo Triunfo, para aprovar aditivos que resultaram no aumento da tarifa de pedágio cobrada na rodovia que constitui o chamado Anel de Integração.
Segundo os investigadores, Nelson Leal adquiriu “de forma oculta” um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no valor de R$ 2,5 milhões. Deste total, “aproximadamente R$ 500 mil foram pagos em espécie ou com recursos cuja origem não foi identificada nas contas do investigado”, informou o procurador Diogo Castor de Mattos, do Ministério Público no Paraná. Leal teria sido beneficiado também com o pagamento do aluguel de um iate de luxo.
Outro denunciado pelo Ministério Público Federal no Paraná é o assessor da Casa Civil do estado Carlos Felisberto Nasser, que não foi preso por causa da idade avançada. De acordo com a assessoria do governo do Paraná, Nasser, que tem cerca de 80 anos, ocupava um cargo de terceiro escalão em departamento que coordena ações políticas voltadas ao relacionamento com prefeituras e órgãos públicos.
O governo do Paraná determinou instauração de processo de investigação, pela Controladoria Geral do Estado, para o esclarecimento de eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na chamada “Operação Integração”, que envolve a concessão de rodovias federais no Paraná.
As suspeitas são de que o diretor tenha recebido propina da concessionária Econorte, do grupo Triunfo, para aprovar aditivos que resultaram no aumento da tarifa de pedágio cobrada na rodovia que constitui o chamado Anel de Integração.
Segundo os investigadores, Nelson Leal adquiriu “de forma oculta” um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no valor de R$ 2,5 milhões. Deste total, “aproximadamente R$ 500 mil foram pagos em espécie ou com recursos cuja origem não foi identificada nas contas do investigado”, informou o procurador Diogo Castor de Mattos, do Ministério Público no Paraná. Leal teria sido beneficiado também com o pagamento do aluguel de um iate de luxo.
Outro denunciado pelo Ministério Público Federal no Paraná é o assessor da Casa Civil do estado Carlos Felisberto Nasser, que não foi preso por causa da idade avançada. De acordo com a assessoria do governo do Paraná, Nasser, que tem cerca de 80 anos, ocupava um cargo de terceiro escalão em departamento que coordena ações políticas voltadas ao relacionamento com prefeituras e órgãos públicos.
O governo do Paraná determinou instauração de processo de investigação, pela Controladoria Geral do Estado, para o esclarecimento de eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na chamada “Operação Integração”, que envolve a concessão de rodovias federais no Paraná.
BRASIL TEM 26,4 MILHÕES DE PESSOAS SEM TRABALHO
O Brasil fechou o quarto trimestre de 2017 com 23,6% de trabalhadores subutilizados, o que representa 26,4 milhões de pessoas que potencialmente poderiam trabalhar, mas estão desocupadas.
No terceiro trimestre de 2017, a taxa ficou em 23,9%. No quarto trimestre de 2016, o índice ficou em 22,2%. Já a taxa média anual para 2017 ficou em 23,8%.
De acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) trimestral, divulgada nesta sexta-feira (23), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os trabalhadores subutilizados são aqueles que estão desocupados, os que trabalham até 40 horas por semana e de pessoas que não estão procurando emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.
A taxa de desocupação no quarto trimestre de 2017 no Brasil (11,8%) apresentou redução de 0,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2017 (12,4%) e ficou estatisticamente estável frente ao quarto trimestre de 2016 (12,0%).
Entre os Estados, Piauí (40,7%), Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%) apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho no quarto trimestre. Já Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%) tiveram as menores taxas. Em comparação ao terceiro trimestre de 2017, teve uma diminuição do indicador em quase todas as regiões: Norte (de 12,2% para 11,3%), Nordeste (de 14,8% para 13,8%) e Sudeste (de 13,2% para 12,6%).
No terceiro trimestre de 2017, a taxa ficou em 23,9%. No quarto trimestre de 2016, o índice ficou em 22,2%. Já a taxa média anual para 2017 ficou em 23,8%.
De acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) trimestral, divulgada nesta sexta-feira (23), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os trabalhadores subutilizados são aqueles que estão desocupados, os que trabalham até 40 horas por semana e de pessoas que não estão procurando emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.
A taxa de desocupação no quarto trimestre de 2017 no Brasil (11,8%) apresentou redução de 0,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2017 (12,4%) e ficou estatisticamente estável frente ao quarto trimestre de 2016 (12,0%).
Entre os Estados, Piauí (40,7%), Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%) apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho no quarto trimestre. Já Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%) tiveram as menores taxas. Em comparação ao terceiro trimestre de 2017, teve uma diminuição do indicador em quase todas as regiões: Norte (de 12,2% para 11,3%), Nordeste (de 14,8% para 13,8%) e Sudeste (de 13,2% para 12,6%).
GOVERNO TRANSFERE ADMINISTRAÇÃO DE PARQUE EM CAICÓ PARA ASSOCIAÇÃO DE CRIADORES
O governador Robinson Faria assinou o termo de cessão da administração do Parque Monsenhor Walfredo Gurgel, na cidade de Caicó, para a Associação Seridoense de Criadores (Asserc). A assinatura aconteceu no Centro Administrativo, em Natal.
Com a transferência, o governo terá uma economia de cerca de R$ 120 mil por ano com a manutenção do parque. Além disso, a ação vai permitir que a Asserc utilize o espaço de forma contínua para realizar projetos de desenvolvimento agropecuário.
Robinson Faria explicou que a cessão para a iniciativa privada vai diminuir despesas e fomentar o agronegócio na região do Seridó. “Neste momento precisamos reduzir gastos e economizar ao máximo os nossos recursos. A associação mostrou que está interessada e que tem condições de aproveitar melhor o espaço. Acreditamos que a nova administração vai incrementar ainda mais os negócios agropecurários no Rio Grande do Norte”, ressaltou o governador.
Durante o encontro, o governo assumiu o compromisso, a pedido da população, de transferir a feira do Gado, que acontece aos sábados no centro de Caicó, para o Parque Walfredo Gurgel. “A reivindicação é antiga e agora os comerciantes de gado terão um espaço mais adequado para comercializar o produto”, afirmou o secretário de Agricultura do RN, Guilherme Saldanha.
“Essa parceria é muito importante para a categoria, pois agora teremos um local com estrutura para promover eventos, cursos e atividades relacionados ao agronegócio, levando mais oportunidades ao homem do campo”, destacou o presidente da Asserc, Sérgio Torres. O período inicial da cessão é de quatro anos e pode ser prorrogado por igual ou superior período.
Com a transferência, o governo terá uma economia de cerca de R$ 120 mil por ano com a manutenção do parque. Além disso, a ação vai permitir que a Asserc utilize o espaço de forma contínua para realizar projetos de desenvolvimento agropecuário.
Robinson Faria explicou que a cessão para a iniciativa privada vai diminuir despesas e fomentar o agronegócio na região do Seridó. “Neste momento precisamos reduzir gastos e economizar ao máximo os nossos recursos. A associação mostrou que está interessada e que tem condições de aproveitar melhor o espaço. Acreditamos que a nova administração vai incrementar ainda mais os negócios agropecurários no Rio Grande do Norte”, ressaltou o governador.
Durante o encontro, o governo assumiu o compromisso, a pedido da população, de transferir a feira do Gado, que acontece aos sábados no centro de Caicó, para o Parque Walfredo Gurgel. “A reivindicação é antiga e agora os comerciantes de gado terão um espaço mais adequado para comercializar o produto”, afirmou o secretário de Agricultura do RN, Guilherme Saldanha.
“Essa parceria é muito importante para a categoria, pois agora teremos um local com estrutura para promover eventos, cursos e atividades relacionados ao agronegócio, levando mais oportunidades ao homem do campo”, destacou o presidente da Asserc, Sérgio Torres. O período inicial da cessão é de quatro anos e pode ser prorrogado por igual ou superior período.
CANDIDATURA DE TEMER ENFRENTA RESISTÊNCIA DENTRO DO PRÓPRIO MDB
A possível candidatura do presidente Michel Temer a um segundo mandato enfrenta resistências não apenas em partidos da base aliada do governo, mas também dentro do recém-formado MDB (antigo PMDB).
Defendida nos bastidores por ministros que ocupam gabinetes no Palácio do Planalto, a estratégia para lançar Temer ganhou os holofotes depois que o governo anunciou a intervenção na segurança pública do Rio.
Em reunião da Executiva Nacional partido nesta quarta-feira, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, conhecido por ser forte defensor do presidente, fez uma defesa enfática da candidatura de Temer. A portas fechadas, Marun declarou que o atual chefe de estado tem "todas as chances" de ganhar "Eu disse que precisamos nos preparar para isso", afirmou o ministro. Ele disse ter conversado sobre o assunto com Temer, na segunda-feira. "A posição dele, hoje, é a de não disputar. Agora, quando os adversários se preocupam com isso, significa que estamos no caminho certo."
Reconduzido à presidência do MDB por mais um ano, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), ouviu a defesa feita por Marun, mas não seguiu na mesma toada. Disse que o partido trabalha para ter candidato próprio à Presidência, mas citou outros nomes além de Temer, incluindo o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Sem espaço no PSD, Meirelles negocia filiação ao MDB.
"Nós estamos discutindo qual é o nome mais viável, mais factível, que possa ganhar as eleições", afirmou Jucá.
Defendida nos bastidores por ministros que ocupam gabinetes no Palácio do Planalto, a estratégia para lançar Temer ganhou os holofotes depois que o governo anunciou a intervenção na segurança pública do Rio.
Em reunião da Executiva Nacional partido nesta quarta-feira, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, conhecido por ser forte defensor do presidente, fez uma defesa enfática da candidatura de Temer. A portas fechadas, Marun declarou que o atual chefe de estado tem "todas as chances" de ganhar "Eu disse que precisamos nos preparar para isso", afirmou o ministro. Ele disse ter conversado sobre o assunto com Temer, na segunda-feira. "A posição dele, hoje, é a de não disputar. Agora, quando os adversários se preocupam com isso, significa que estamos no caminho certo."
Reconduzido à presidência do MDB por mais um ano, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), ouviu a defesa feita por Marun, mas não seguiu na mesma toada. Disse que o partido trabalha para ter candidato próprio à Presidência, mas citou outros nomes além de Temer, incluindo o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Sem espaço no PSD, Meirelles negocia filiação ao MDB.
"Nós estamos discutindo qual é o nome mais viável, mais factível, que possa ganhar as eleições", afirmou Jucá.
TEMER DIZ QUE ANUNCIA NA SEGUNDA-FEIRA CRIAÇÃO DO MINISTÉRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA
O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira, em Brasília, que vai anunciar a criação do Ministério Extraordinário de Segurança Pública na próxima segunda-feira. Ele evitou citar os nomes em estudo para assumir a pasta, mas disse que pelo menos dez já foram cogitados.
O presidente da República explicou que o ministério vai coordenar as ações de segurança pública em todo o país, o que, segundo ele, nenhum governo federal quis fazer até agora.
“Esse ministério vai fazer reuniões permanentes com governadores e secretários de segurança”, disse em entrevista ao vivo à Rádio Bandeirantes. E completou: “Esse ministério vai coordenar a área de inteligência, porque também não basta colocar policial na rua com fuzil, precisa desbaratar o crime organizado”, afirmou.
Ao falar sobre a questão financeira, Temer disse que a nova pasta pode implicar em mais gastos para administração pública, mas isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança. Perguntado se o ministério vai ser criado por medida provisória ou decreto, o presidente respondeu que ainda está examinando as hipóteses.
O presidente da República explicou que o ministério vai coordenar as ações de segurança pública em todo o país, o que, segundo ele, nenhum governo federal quis fazer até agora.
“Esse ministério vai fazer reuniões permanentes com governadores e secretários de segurança”, disse em entrevista ao vivo à Rádio Bandeirantes. E completou: “Esse ministério vai coordenar a área de inteligência, porque também não basta colocar policial na rua com fuzil, precisa desbaratar o crime organizado”, afirmou.
Ao falar sobre a questão financeira, Temer disse que a nova pasta pode implicar em mais gastos para administração pública, mas isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança. Perguntado se o ministério vai ser criado por medida provisória ou decreto, o presidente respondeu que ainda está examinando as hipóteses.
TRIBUNAL DO DF MANTÉM PRISÃO DE EX-DEPUTADO PAULO MALUF
A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu nesta quinta-feira, por unanimidade, negar dois pedidos feitos pela defesa de Paulo Maluf para que o ex-deputado tenha concedida a prisão domiciliar.
Os dois habeas corpus impetrados pela defesa pretendiam reverter decisão do juiz Bruno Macacari, responsável pela Vara de Execuções Penais do TJDFT, que em dezembro do ano passado negou um pedido de prisão domiciliar humanitária, feito com base no estado de saúde de Maluf, que tem 86 anos.
Os desembargadores do TJDFT, contudo, mantiveram o entendimento de que, “conforme atestado pelos peritos oficiais, o estado de saúde do paciente [Maluf], apesar de portador de doença grave, se apresentava estável”, diz o teor da decisão.
Maluf está preso desde o fim do ano passado para cumprir pena de sete anos e nove meses na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, pelo crime de lavagem de dinheiro, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os dois habeas corpus impetrados pela defesa pretendiam reverter decisão do juiz Bruno Macacari, responsável pela Vara de Execuções Penais do TJDFT, que em dezembro do ano passado negou um pedido de prisão domiciliar humanitária, feito com base no estado de saúde de Maluf, que tem 86 anos.
Os desembargadores do TJDFT, contudo, mantiveram o entendimento de que, “conforme atestado pelos peritos oficiais, o estado de saúde do paciente [Maluf], apesar de portador de doença grave, se apresentava estável”, diz o teor da decisão.
Maluf está preso desde o fim do ano passado para cumprir pena de sete anos e nove meses na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, pelo crime de lavagem de dinheiro, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
ATOR DADO DOLABELLA NA CARCERAGEM DO 33º DISTRITO POLICIAL, EM PIRITUBA, SÃO PAULO
O programa 'Fofocalizando', do SBT, teve acesso a fotos de Dado Dolabella na carceragem do 33º Distrito Policial, em Pirituba, São Paulo.
A Secretaria de Segurança Pública daquele estado garantiu que o ator não está tendo regalias na prisão. E não está mesmo. A foto mostra Dado torcendo sua própria camisa depois de lavar a peça de roupa. Na imagem, outros detentos jogam cartas.
A polícia informou que Dado deve R$ 196 mil de pensão. A criança é fruto de seu relacionamento com Fabiana Vasconcelos Neves. Dado foi preso por policiais civis em um apartamento em Moema, na zona sul de São Paulo
Ele já havia sido preso em agosto do ano passado, mas deixou a prisão após conseguir uma liminar. Dado é pai de Ana Flor, Eduardo e Valentim cada filho tem uma mãe diferente.
A Secretaria de Segurança Pública daquele estado garantiu que o ator não está tendo regalias na prisão. E não está mesmo. A foto mostra Dado torcendo sua própria camisa depois de lavar a peça de roupa. Na imagem, outros detentos jogam cartas.
A polícia informou que Dado deve R$ 196 mil de pensão. A criança é fruto de seu relacionamento com Fabiana Vasconcelos Neves. Dado foi preso por policiais civis em um apartamento em Moema, na zona sul de São Paulo
Ele já havia sido preso em agosto do ano passado, mas deixou a prisão após conseguir uma liminar. Dado é pai de Ana Flor, Eduardo e Valentim cada filho tem uma mãe diferente.
PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO-RJ É PRESO EM DESDOBRAMENTO DA LAVA JATO
O presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, foi preso preventivamente, na manhã desta sexta-feira, por agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) na Operação Jabuti, desdobramento da Calicute, a Lava Jato no Rio. Esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Fecomércio tinha o aval de Sérgio Cabral, que também será denunciado pelos crimes.
Plínio José de Freitas Travassos Martins, Marcelo José Salles de Almeira e Marcelo Fernando Novaes Moreira, diretores de confiança de Diniz no Sesc/Senac, são alvos de mandados de prisão temporária na ação. Os envolvidos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e pertencimento a organização criminosa. Além dos quatro mandados de prisão, 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Sessenta policiais participaram da ação, que também teve o apoio da Receita Federal.
As investigações começaram no âmbito da Calicute, quando os investigadores descobriram vários depósitos de grandes valores para escritórios da Adriana Ancelmo, feitos pela Fecomércio. De acordo com as investigações, pessoas ligadas à gestão da Fecomércio faziam operações irregulares pagando com altos valores da própria entidade honorários a escritórios de advocacia, somando mais de R$ 180 milhões. Deste valor, R$ 20 milhões teriam sido pagos ao escritório pertencente à Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso em Benfica.
O esquema usado na Fecomércio, segundo os investigadores, era uma ramificação da organização criminosa de Sérgio Cabral e também lavou, entre os anos de 2007 e 2011, cerca de R$ 3 milhões na empresa de consultoria Thunder Assessoria, de Orlando Diniz. Os crimes tinham o conhecimento e autorização de Cabral e contava com a atuação de Carlos Miranda e Ary Filho, operadores do ex-governador.
Plínio José de Freitas Travassos Martins, Marcelo José Salles de Almeira e Marcelo Fernando Novaes Moreira, diretores de confiança de Diniz no Sesc/Senac, são alvos de mandados de prisão temporária na ação. Os envolvidos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e pertencimento a organização criminosa. Além dos quatro mandados de prisão, 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Sessenta policiais participaram da ação, que também teve o apoio da Receita Federal.
As investigações começaram no âmbito da Calicute, quando os investigadores descobriram vários depósitos de grandes valores para escritórios da Adriana Ancelmo, feitos pela Fecomércio. De acordo com as investigações, pessoas ligadas à gestão da Fecomércio faziam operações irregulares pagando com altos valores da própria entidade honorários a escritórios de advocacia, somando mais de R$ 180 milhões. Deste valor, R$ 20 milhões teriam sido pagos ao escritório pertencente à Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso em Benfica.
O esquema usado na Fecomércio, segundo os investigadores, era uma ramificação da organização criminosa de Sérgio Cabral e também lavou, entre os anos de 2007 e 2011, cerca de R$ 3 milhões na empresa de consultoria Thunder Assessoria, de Orlando Diniz. Os crimes tinham o conhecimento e autorização de Cabral e contava com a atuação de Carlos Miranda e Ary Filho, operadores do ex-governador.
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