O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, recebeu em sua casa, na noite de terça-feira, 27, o presidente Michel Temer. Também participaram do jantar os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil).
A reunião aconteceu fora da agenda oficial dos quatro e teve o objetivo de discutir reforma política, segundo o Palácio do Planalto. O encontro ocorreu na véspera da escolha de Raquel Dodge para a Procuradoria-Geral da República e da sessão do STF sobre a validade da delação da JBS.
Ao ser questionado, o Palácio do Planalto, que confirmou a reunião, disse que eles trataram de reforma política e que já estava marcado há muito tempo. Temer, Padilha e Moreira Franco são investigados na Lava Jato. Mendes foi citado nas delações do ex-senado Delcídio Amaral de Joesley Batista, da JBS.
29 de junho de 2017
LÍDER DO GOVERNO ADIA VOTAÇÃO DE URGÊNCIA DA REFORMA TRABALHISTA NO SENADO
Um dia depois da aprovação da reforma trabalhista na Comissão e Constituição e Justiça, o Senado se prepara para a votação final da matéria no plenário da Casa. Nesta quinta-feira (29), em uma rara sessão deliberativa, o presidente Eunício Oliveira chegou a ler o requerimento de urgência do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), para tramitação da matéria. Com quórum baixo, Jucá achou melhor deixar a votação para a próxima terça-feira (4).
Na prática, a votação da urgência acelera a tramitação da matéria, já que emendas apresentadas nessa fase podem ser debatidas imediatamente, sem necessidade de retorno do texto às comissões de mérito.
Caso a urgência seja mesmo votada na terça-feira, o presidente do Senado deve respeitar o intervalo de duas sessões para colocar a reforma trabalhista na pauta. Para não perder tempo, se quiser Eunício pode convocar duas sessões deliberativas na terça e assim, na quarta-feira (5), a proposta já estaria pronta para votação.
Jucá também não quis arriscar um placar para a votação, mas acredita que o governo terá número suficiente para a aprovação. Sobre as dissidências no próprio PMDB, o líder do governo disse que em uma reunião da bancada 17 senadores disseram que apoiam a proposta e cinco, não. Apesar disso, ele afirmou que a legenda não fechou questão sobre o assunto e não falou em punições para quem votar contra o governo.
Na prática, a votação da urgência acelera a tramitação da matéria, já que emendas apresentadas nessa fase podem ser debatidas imediatamente, sem necessidade de retorno do texto às comissões de mérito.
Caso a urgência seja mesmo votada na terça-feira, o presidente do Senado deve respeitar o intervalo de duas sessões para colocar a reforma trabalhista na pauta. Para não perder tempo, se quiser Eunício pode convocar duas sessões deliberativas na terça e assim, na quarta-feira (5), a proposta já estaria pronta para votação.
Jucá também não quis arriscar um placar para a votação, mas acredita que o governo terá número suficiente para a aprovação. Sobre as dissidências no próprio PMDB, o líder do governo disse que em uma reunião da bancada 17 senadores disseram que apoiam a proposta e cinco, não. Apesar disso, ele afirmou que a legenda não fechou questão sobre o assunto e não falou em punições para quem votar contra o governo.
MAIS DE 90 PMS SÃO ACUSADOS DE ENVOLVIMENTO COM O TRÁFICO NO RIO
Mais de 90 policiais militares (PMs) foram alvos da Operação Calabar, desencadeada hoje (29) pela Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo o MP, estão sendo cumpridos 96 mandados de prisão preventiva contra PMs acusados de receber dinheiro de traficantes de drogas na região de São Gonçalo. Também foram expedidos mandados de prisão contra pelo menos mais 71 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas, pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo.
De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, e da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, os policiais recebiam dinheiro para não coibir o tráfico no município. Os PMs foram denunciados por organização criminosa e corrupção passiva. Já os civis foram denunciados por tráfico de drogas e corrupção ativa.
Além dos acusados com mandados de prisão preventiva expedidos, mais cinco civis foram denunciados, acusados de serem os intermediários das propinas. Eles eram responsáveis por recolher o dinheiro com os homens que vendiam a droga, a fim de remunerar de forma ilícita os policiais
A investigação teve início em 2016, depois da prisão de um homem flagrado com dinheiro oriundo de comunidades controladas pelo tráfico de São Gonçalo, que seria entregue a PMs. Ele aceitou fazer uma delação premiada e denunciou o esquema. Todos os policiais acusados eram do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), entre julho de 2014 e dezembro de 2016.
PSDB VÊ-SE DIANTE DO MAIOR DILEMA
"Já começou a correr o tempo para que a Câmara decida se concede ou não licença para que Temer seja processado por corrupção passiva. E com isso, o PSDB vê-se diante do maior dilema de sua existência.
O contraste entre a força com que os tucanos massacraram o PT, enquanto o partido figurou como inventor e protagonista único da corrupção, e a leniência com que vem tratando Temer, está sendo devidamente anotado pelos eleitores. A fatura virá", "tendo espancado tão violentamente o PT, como poderá o PSDB votar contra a licença para que Temer seja processado por corrupção passiva, diante de evidências tão abundantes?"; "A incoerência é um problema dos tucanos mas a sobrevida de Temer no cargo tem um custo alto para o Brasil, e o PSDB é um dos principais responsáveis por ela."
O contraste entre a força com que os tucanos massacraram o PT, enquanto o partido figurou como inventor e protagonista único da corrupção, e a leniência com que vem tratando Temer, está sendo devidamente anotado pelos eleitores. A fatura virá", "tendo espancado tão violentamente o PT, como poderá o PSDB votar contra a licença para que Temer seja processado por corrupção passiva, diante de evidências tão abundantes?"; "A incoerência é um problema dos tucanos mas a sobrevida de Temer no cargo tem um custo alto para o Brasil, e o PSDB é um dos principais responsáveis por ela."
BRASIL TERRÁ GREVE GERAL NESTA SEXTA-FEIRA
Contra as reformas do governo Temer, trabalhadores de diversas categorias paralisarão atividades nesta sexta-feira, 30, em pelo menos 24 estados; além de greves, atos em diversas cidades do país também estão previstos.
Bancários, metalúrgicos, professores, químicos, petroleiros, rodoviários e metroviários são algumas das categorias, pelo Brasil, que protestarão contra o governo de Michel Temer; em São Paulo, um ato público tem concentração prevista para início às 16h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.
Bancários, metalúrgicos, professores, químicos, petroleiros, rodoviários e metroviários são algumas das categorias, pelo Brasil, que protestarão contra o governo de Michel Temer; em São Paulo, um ato público tem concentração prevista para início às 16h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.
OPOSIÇÃO PEDE QUE MAIA DESENGAVETE PEDIDOS DE IMPEACHMENT
Deputados Alessandro Molon (Rede-RJ), Henrique Fontana (PT-RS) e Júlio Delgado (PSB-MG) protocolaram nesta quinta-feira 29 uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo que a Corte determine ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que analise os pedidos de impeachment contra Michel Temer; atualmente, há 21 pedidos sobre a mesa de Maia; "Não cabe ao presidente da Câmara fazer análise de fundo da matéria, cabe identificar se os requisitos formais estão atendidos e se existe justa causa, se há razoabilidade no pedido. Havendo isso, tem que ser criada a comissão", disse Molon.
TEMER DEPENA OS TUCANOS, MOSTRA DATAFOLHA
Novas informações da pesquisa Datafolha, divulgadas nesta quinta-feira, 29, pelo jornalista José Roberto de Toledo, mostram que o apoio do PSDB ao governo agonizante de Michel Temer é cada vez mais prejudicial aos presidenciáveis tucanos; "Quanto mais o PSDB ficar no muro temerário, mais difícil será para os presidenciáveis do partido melhorarem seus índices de intenção de voto.
João Doria e, especialmente, Geraldo Alckmin têm algumas das mais baixas taxas de conversão dos eleitores que avaliam o governo federal como ruim ou péssimo: 7% e 5%, respectivamente. É metade (Doria) ou um terço (Alckmin) do que Marina e Bolsonaro conseguem converter. Temer depena os tucanos", diz Toledo.
João Doria e, especialmente, Geraldo Alckmin têm algumas das mais baixas taxas de conversão dos eleitores que avaliam o governo federal como ruim ou péssimo: 7% e 5%, respectivamente. É metade (Doria) ou um terço (Alckmin) do que Marina e Bolsonaro conseguem converter. Temer depena os tucanos", diz Toledo.
DILMA DIZ QUE BRASIL É DIRIGIDO DA CADEIA E COBRA ANULAÇÃO DO GOLPE
Em nova manifestação nas redes sociais, a presidente legítima Dilma Rousseff confirma que a situação brasileira é mais esdrúxula do que simplesmente ter o primeiro ocupante da presidência denunciado por corrupção no caso, Michel Temer.
Ela lembra discurso feito ontem pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e afirma que o Brasil, na verdade, é governado pelo presidiário Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que daria ordens em Temer da cadeia; "Senador Renan Calheiros confirma o que sempre denunciamos: Eduardo Cunha levou a cabo o golpe para governar por trás de Temer, até da cadeia", postou Dilma; "Cabe ao STF julgar a flagrante ilegalidade do impeachment que propiciou o absurdo de termos um governo dirigido desde a cadeia", cobrou em seguida.
Ela lembra discurso feito ontem pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e afirma que o Brasil, na verdade, é governado pelo presidiário Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que daria ordens em Temer da cadeia; "Senador Renan Calheiros confirma o que sempre denunciamos: Eduardo Cunha levou a cabo o golpe para governar por trás de Temer, até da cadeia", postou Dilma; "Cabe ao STF julgar a flagrante ilegalidade do impeachment que propiciou o absurdo de termos um governo dirigido desde a cadeia", cobrou em seguida.
CLARO LIDERA RANKING DAS EMPRESAS MAIS RECLAMADAS NO BRASIL
A Claro lidera um ranking pouco amistoso na relação entre cliente e empresa. A telefônica ficou em primeiro lugar entre as companhias mais reclamadas nos Procons brasileiros em 2016. Os dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), que reúne informações de todos os Procons do Brasil, foram divulgados nesta quinta-feira (16/3) pelo Ministério da Justiça.
Segundo o levantamento, a Claro recebeu 179.841 reclamações no Brasil e 6.340 no Distrito Federal. Em seguida, no ranking nacional, vêm mais empresas de telefonia: a Oi, em segundo, e a Vivo, em terceiro. Dessa forma, mais uma vez, a telefonia foi líder nas demandas nos Procons brasileiros. Ao todo, o serviço de telefonia internet, fixa, celular, e TV por assinatura é responsável por quase 30% de todas as queixas.
Setor financeiro e varejo aparecem em seguida na lista dos 10 segmentos mais reclamados. Entre as empresas, o Bradesco aparece em 4º lugar, o Itaú, em 5º, a Caixa, em 9º, e o Santander, em 10º. A varejista Casas Bahia/Ponto Frio figura em 7º lugar.
A cobrança indevida foi o assunto que mais tirou a paciência do consumidor e o levou a procurar ajuda dos Procons. De acordo com o Sindec nacional, 953.770 reclamações, ou seja, 40,5% do registrado diz respeito a cobranças equivocadas que as empresas fizeram. Em seguida, os problemas são mais pulverizados: em segundo lugar estão os contratos (16,6%) e, em terceiro, defeito o produto (14%).
Segundo o levantamento, a Claro recebeu 179.841 reclamações no Brasil e 6.340 no Distrito Federal. Em seguida, no ranking nacional, vêm mais empresas de telefonia: a Oi, em segundo, e a Vivo, em terceiro. Dessa forma, mais uma vez, a telefonia foi líder nas demandas nos Procons brasileiros. Ao todo, o serviço de telefonia internet, fixa, celular, e TV por assinatura é responsável por quase 30% de todas as queixas.
Setor financeiro e varejo aparecem em seguida na lista dos 10 segmentos mais reclamados. Entre as empresas, o Bradesco aparece em 4º lugar, o Itaú, em 5º, a Caixa, em 9º, e o Santander, em 10º. A varejista Casas Bahia/Ponto Frio figura em 7º lugar.
A cobrança indevida foi o assunto que mais tirou a paciência do consumidor e o levou a procurar ajuda dos Procons. De acordo com o Sindec nacional, 953.770 reclamações, ou seja, 40,5% do registrado diz respeito a cobranças equivocadas que as empresas fizeram. Em seguida, os problemas são mais pulverizados: em segundo lugar estão os contratos (16,6%) e, em terceiro, defeito o produto (14%).
VERA FISCHER RECEBE ALTA DE HOSPITAL NO RIO
A atriz Vera Fischer, que foi internada por causa de uma pneumonia, mandou um recado pelo Instagram, para tranquilizar os fãs.
“Vim aqui pra agradecer o carinho e a preocupação de todos, os votos de melhoras, e dizer que já estou bem melhor e logo logo volto para casa.
Tive sim problemas respiratórios, mas a equipe médica cuidou de mim muito bem”, escreveu a atriz.
Vera Fischer, 65 anos, recebeu alta hospitalar na manhã desta quinta-feira, informou a Clínica São Vicente. A atriz, que chegou a passar pela UTI com dificuldades respiratórias, estava internada desde terça-feira no hospital da Gávea, no Rio de Janeiro.
“Vim aqui pra agradecer o carinho e a preocupação de todos, os votos de melhoras, e dizer que já estou bem melhor e logo logo volto para casa.
Tive sim problemas respiratórios, mas a equipe médica cuidou de mim muito bem”, escreveu a atriz.
Vera Fischer, 65 anos, recebeu alta hospitalar na manhã desta quinta-feira, informou a Clínica São Vicente. A atriz, que chegou a passar pela UTI com dificuldades respiratórias, estava internada desde terça-feira no hospital da Gávea, no Rio de Janeiro.
CARDEAL GEORGE PELL: O NÚMERO 3 DO VATICANO É INDICIADO POR ABUSOS SEXUAIS
O tesoureiro do Vaticano, cardeal George Pell, negou veementemente ter cometido qualquer crime após ser indiciado por crimes sexuais na Austrália, seu país natal. Ele diz ter sido vítima de um "implacável assassinato de caráter" durante uma investigação de dois anos sobre "acusações falsas". Segundo ele, o papa lhe concedeu uma licença para rebater as acusações.
De acordo com o vice-comissionário da polícia do Estado de Victoria, Shane Patton, as acusações foram feitas por várias pessoas e são ligadas a incidentes ocorridos em vários momentos do passado. O cardeal Pell, de 76 anos e que mora no Vaticano, é considerado o "número três" da Santa Sé.
"Eu não vejo a hora de finalmente ir à julgamento. Sou inocente dessas acusações, elas são falsas. A ideia de abuso sexual é abominável para mim". A Igreja Católica tem enfrentado, há anos, acusações de que vários de seus sacerdotes cometeram abuso sexual em vários países e que muitos casos teriam sido acobertados.
O correspondente da BBC em Roma James Reynolds diz que o indiciamento deixa a igreja e o papa em uma posição desconfortável.Depois de ser eleito em 2013, o papa Francisco criou uma comissão para lidar com acusações de abuso sexual contra clérigos. Agora, ele vê um de seus assessores mais próximos enfrentando essas mesmas acusações.
O cardeal Pell está enfrentando uma série de acusações e há muitos denunciantes", disse o vice-comissionário Patton. Mas os detalhes das acusações não foram revelados.A polícia de Victoria disse que tomou a decisão de indiciar o cardeal após consultar promotores no mês passado.
De acordo com Patton, "os processos e procedimentos" não foram diferentes de qualquer outra investigação. "O cardeal Pell foi tratado da mesma forma que qualquer outra pessoa nesta investigação", disse.
O cardeal Pell se apresenta como um forte apoiador dos valores tradicionais católicos, adotando uma posição conservadora em relação a casamento gay e contracepção, além de defender o celibato dos padres.
De acordo com o vice-comissionário da polícia do Estado de Victoria, Shane Patton, as acusações foram feitas por várias pessoas e são ligadas a incidentes ocorridos em vários momentos do passado. O cardeal Pell, de 76 anos e que mora no Vaticano, é considerado o "número três" da Santa Sé.
"Eu não vejo a hora de finalmente ir à julgamento. Sou inocente dessas acusações, elas são falsas. A ideia de abuso sexual é abominável para mim". A Igreja Católica tem enfrentado, há anos, acusações de que vários de seus sacerdotes cometeram abuso sexual em vários países e que muitos casos teriam sido acobertados.
O correspondente da BBC em Roma James Reynolds diz que o indiciamento deixa a igreja e o papa em uma posição desconfortável.Depois de ser eleito em 2013, o papa Francisco criou uma comissão para lidar com acusações de abuso sexual contra clérigos. Agora, ele vê um de seus assessores mais próximos enfrentando essas mesmas acusações.
O cardeal Pell está enfrentando uma série de acusações e há muitos denunciantes", disse o vice-comissionário Patton. Mas os detalhes das acusações não foram revelados.A polícia de Victoria disse que tomou a decisão de indiciar o cardeal após consultar promotores no mês passado.
De acordo com Patton, "os processos e procedimentos" não foram diferentes de qualquer outra investigação. "O cardeal Pell foi tratado da mesma forma que qualquer outra pessoa nesta investigação", disse.
O cardeal Pell se apresenta como um forte apoiador dos valores tradicionais católicos, adotando uma posição conservadora em relação a casamento gay e contracepção, além de defender o celibato dos padres.
NOVA LEI QUER ACABAR COM 'MAMATA' DO SERVIÇO PÚBLICO
Perda de cargo público por insuficiência de desempenho é um dos temas a serem debatidos pela Comissão Senado do Futuro em um ciclo de audiências públicos. Os temas foram aprovados nesta quarta-feira, 28.
A demissão de servidores públicos concursados seria regulamentada pelo projeto de lei 116/2017, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).
O texto dispõe sobre a avaliação periódica dos servidores públicos da União, Estados e Municípios, e sobre os casos de exoneração por insuficiência de desempenho. Ele será examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde tem como relator o senador Lasier Martins (PSD-RS).
Outros temas a serem debatidos são o futuro da Previdência Social e dos direitos trabalhistas; das carreiras dos servidores públicos; das emissoras de rádio e TV comunitárias; da inovação e produção científica e tecnológica; dos meios de transporte e da mobilidade urbana; e da produção de energia no Brasil.
A demissão de servidores públicos concursados seria regulamentada pelo projeto de lei 116/2017, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).
O texto dispõe sobre a avaliação periódica dos servidores públicos da União, Estados e Municípios, e sobre os casos de exoneração por insuficiência de desempenho. Ele será examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde tem como relator o senador Lasier Martins (PSD-RS).
Outros temas a serem debatidos são o futuro da Previdência Social e dos direitos trabalhistas; das carreiras dos servidores públicos; das emissoras de rádio e TV comunitárias; da inovação e produção científica e tecnológica; dos meios de transporte e da mobilidade urbana; e da produção de energia no Brasil.
CÂMARA DOS DEPUTADOS RECEBE DENÚNCIA DA PGR CONTRA TEMER
A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados recebeu na manhã desta quinta-feira a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva, informou a Câmara.
A denúncia foi entregue um dia após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir enviá-la diretamente à Câmara para que os parlamentares decidam se autorizam ou não o julgamento do recebimento da acusação criminal pela Corte.Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao lado do ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB), pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS.
A denúncia foi entregue um dia após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir enviá-la diretamente à Câmara para que os parlamentares decidam se autorizam ou não o julgamento do recebimento da acusação criminal pela Corte.Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao lado do ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB), pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS.
28 de junho de 2017
PROCURADORES DIZEM QUE TEMER NÃO TEM MAIS CONDIÇÕES DE FICAR NO CARGO
Após o discurso do presidente Michel Temer (PMDB) classificando a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como uma “peça de ficção”, os dois principais procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba se manifestaram nas redes sociais afirmando que Temer não tem mais condições de ficar no cargo.
Depois de afirmar que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) “sufoca” a Polícia Federal ao suspender a emissão de passaportes, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima subiu o tom das críticas ao presidente. Em seu perfil no Facebook, o investigador disse que Temer foi “leviano, inconsequente e calunioso ao insinuar recebimento de valores por parte do PGR” no pronunciamento feito na terça para se defender da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O investigador comparou Temer ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), réu na Lava Jato, e disse que o peemedebista não têm mais condições de ficar no cargo. “Já vi muitas vezes a tática de ‘acusar o acusador’. Lula faz isso direto conosco. Entretanto, nunca vi falta de coragem tamanha, usando de subterfúgios para dizer que não queria dizer o que quis dizer efetivamente. Isso é covardia e só mostra que não tem qualificação para continuar no cargo”, escreveu Santos.
Além disso, o procurador afirmou que a denúncia apresentada por Rodrigo Janot é “suficiente” para acusar Temer e que o País precisa de um presidente com condições morais para governar. “Hoje mesmo, o governo balança e não tem condições de concentrar suas atenções num projeto para o País. O foco é salvar a própria pele. Se queremos ter condições para o desenvolvimento da economia, o que precisamos é de um presidente revestido de condições morais para governar”, escreveu.
Depois de afirmar que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) “sufoca” a Polícia Federal ao suspender a emissão de passaportes, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima subiu o tom das críticas ao presidente. Em seu perfil no Facebook, o investigador disse que Temer foi “leviano, inconsequente e calunioso ao insinuar recebimento de valores por parte do PGR” no pronunciamento feito na terça para se defender da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O investigador comparou Temer ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), réu na Lava Jato, e disse que o peemedebista não têm mais condições de ficar no cargo. “Já vi muitas vezes a tática de ‘acusar o acusador’. Lula faz isso direto conosco. Entretanto, nunca vi falta de coragem tamanha, usando de subterfúgios para dizer que não queria dizer o que quis dizer efetivamente. Isso é covardia e só mostra que não tem qualificação para continuar no cargo”, escreveu Santos.
Além disso, o procurador afirmou que a denúncia apresentada por Rodrigo Janot é “suficiente” para acusar Temer e que o País precisa de um presidente com condições morais para governar. “Hoje mesmo, o governo balança e não tem condições de concentrar suas atenções num projeto para o País. O foco é salvar a própria pele. Se queremos ter condições para o desenvolvimento da economia, o que precisamos é de um presidente revestido de condições morais para governar”, escreveu.
GOLPE NOS PASSAPORTES É PARA TIRAR GRANA DOS QUE INVESTIGAM TEMER NA LAVA JATO
Um dia após a suspensão da emissão de passaportes por falta de verba, o procurador da Lava-Jato Carlos Fernando dos Santos Lima criticou nesta quarta-feira (28) o governo de Michel Temer. Lima afirmou que o governo “sufoca” a Polícia Federal (PF).
“Nem dinheiro para a emissão de um documento necessário como o passaporte. Imagine como está a continuidade das diversas investigações pelo país. Na Lava-Jato a equipe da polícia foi significativamente reduzida. A quem isso interessa?”, escreveu o procurador em rede social. Ele sabe do que diz e vou te explicar os bastidores..
A Polícia Federal (PF) suspendeu a emissão de novos passaportes. A medida vale para quem tentou fazer a solicitação depois das 22h de ontem (27). Usuários que foram atendidos antes desse período vão receber o passaporte normalmente.
Segundo o órgão, o motivo é o orçamento insuficiente para as atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem. Ainda de acordo com a PF, o setor atingiu o limite de gastos previstos na Lei Orçamentária da União.
A PF informou que o agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da corporação vão continuar funcionando, mas não há previsão para que o passaporte seja entregue enquanto não for normalizada a situação orçamentária.
Dentro da PF, circula a desconfiança de que essa história de interrupção na emissão de passaportes tem cheiro de “gato subiu no telhado” pra lá na frente o MJ justificar cortes em missões e operações investigativas da PF inclusive na estrutura da Lava Jato e se vacinar contra ilações de que o governo está retaliando a PF pelas conclusões da investigação de que Temer cometeu corrupção…
“Nem dinheiro para a emissão de um documento necessário como o passaporte. Imagine como está a continuidade das diversas investigações pelo país. Na Lava-Jato a equipe da polícia foi significativamente reduzida. A quem isso interessa?”, escreveu o procurador em rede social. Ele sabe do que diz e vou te explicar os bastidores..
A Polícia Federal (PF) suspendeu a emissão de novos passaportes. A medida vale para quem tentou fazer a solicitação depois das 22h de ontem (27). Usuários que foram atendidos antes desse período vão receber o passaporte normalmente.
Segundo o órgão, o motivo é o orçamento insuficiente para as atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem. Ainda de acordo com a PF, o setor atingiu o limite de gastos previstos na Lei Orçamentária da União.
A PF informou que o agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da corporação vão continuar funcionando, mas não há previsão para que o passaporte seja entregue enquanto não for normalizada a situação orçamentária.
Dentro da PF, circula a desconfiança de que essa história de interrupção na emissão de passaportes tem cheiro de “gato subiu no telhado” pra lá na frente o MJ justificar cortes em missões e operações investigativas da PF inclusive na estrutura da Lava Jato e se vacinar contra ilações de que o governo está retaliando a PF pelas conclusões da investigação de que Temer cometeu corrupção…
DENÚNCIA CONTRA TEMER É 'GRAVE' E DIFICULTA REFORMAS, DIZ OPOSIÇÃO
"É gravíssimo", disse o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ).
Para ele, isso inviabilizará o andamento das reformas no Congresso. "Nós aqui queremos fazer a nossa parte, parar a tramitação das reformas. Não se vota nada no Senado e na Câmara. Não tem clima", disse.
Deputados e senadores do PT se reuniram no início da noite desta segunda para discutir o tema. Um novo encontro está agendado para terça (27), quando representantes de outros partidos de oposição devem definir um calendário de ações populares contra o governo Temer.
Por se tratar de uma denúncia contra um presidente da República, a Constituição determina que o pedido da Procuradoria passe por uma autorização prévia da Câmara dos Deputados para que o STF (Supremo Tribunal Federal) possa julgar a representação contra Temer.
É necessário que 342 deputados votem de forma favorável ao recebimento da denúncia. Na avaliação de parlamentares petistas, o governo terá dificuldade para conquistar os 172 votos na Câmara para frear a denúncia.
RODRIGO JANOT: NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI OU FORA DO SEU ALCANCE
O Ministério Público Federal rebateu no início da noite desta terça-feira as declarações do presidente Michel Temer de que a denúncia contra ele por corrupção passiva foi feita com base na "ilação".
Em nota, o MPF afirma que a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é "baseada em fartos elementos de prova", citando laudos da Polícia Federal, registro de voos, contratos, depoimentos, gravações ambientais, imagens, vídeos, certidões, entre outros documentos, não deixando dúvida quanto à materialidade e a autoria do crime.
"O procurador-geral da República pauta-se por uma atuação técnica, no estrito rigor da lei, tanto na esfera judicial quanto na administrativa, e não se furta em cumprir as responsabilidades inerentes ao exercício do ofício", diz a nota.
"Rodrigo Janot cumpre à risca o comando constitucional de que ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas punições. Se assim não fosse, não haveria um Estado Democrático de Direito", acrescenta.
Em nota, o MPF afirma que a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é "baseada em fartos elementos de prova", citando laudos da Polícia Federal, registro de voos, contratos, depoimentos, gravações ambientais, imagens, vídeos, certidões, entre outros documentos, não deixando dúvida quanto à materialidade e a autoria do crime.
"O procurador-geral da República pauta-se por uma atuação técnica, no estrito rigor da lei, tanto na esfera judicial quanto na administrativa, e não se furta em cumprir as responsabilidades inerentes ao exercício do ofício", diz a nota.
"Rodrigo Janot cumpre à risca o comando constitucional de que ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas punições. Se assim não fosse, não haveria um Estado Democrático de Direito", acrescenta.
LEI Nº 8.989, DE 24 DE FEVEREIRO DE 1995 DA O DIREITO DE COMPRA DE CARROS COM DESCONTO DE 30%
Existe no Brasil uma legislação que garante isenção de impostos para “pessoas com deficiência”.
Só que o governo, as montadoras e até mesmo a imprensa escondem a lista com as situações que dão direito a esse desconto.
E entre elas estão algumas doenças que acometem milhões de brasileiros, como: hérnia de disco, problemas na coluna, doenças renais, LER, bursite, tendinite entre tantas outras. Com isso muita gente não faz ideia que tem esse direito. Exemplo um Honda City zero preço de mercado R$ 60.900, beneficiado pela lei o carro sai por R$ 42.630,47 (um desconto de 30% no preço da tabela).
RENAN DIZ QUE "ERRO" DE TEMER FOI ACHAR QUE GOVERNARIA "INFLUENCIADO POR UM PRESIDIÁRIO DE CURITIBA"
Um dia após a Procuradoria-Geral da República denunciar o presidente Michel Temer, o líder do PMDB do Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou na noite desta terça-feira que o "erro" do presidente foi achar que poderia governar o país influenciado pelo "presidiário" Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, e insinuou que o peemedebista não deve concluir o mandato.
"Ele (Temer) precisa entender que demorar mais um mês, dois meses, três meses, um ano à frente do governo, sem que, do ponto de vista institucional, nós possamos ganhar, fortalecer os Poderes, não significará nada. É uma resistência para o nada, porque o erro do presidente Temer foi achar que poderia governar o Brasil influenciado por um presidiário de Curitiba", disse Renan.
"Isso não ia chegar a lugar nenhum! Ainda mais com o presidiário recolhido ao cárcere em Curitiba e continuando a receber dinheiro, que é lamentavelmente o que hoje a realidade, a circunstância nos expõe", acrescentou Renan no plenário do Senado. O líder do PMDB afirmou que o presidente "faz de conta" que governa o país e destacou que Temer não tem "legitimidade" para cobrar que os senadores não mexam no texto da reforma trabalhista.
Minutos depois, Renan respondeu a uma provocação do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) quando ele o questionou sobre a conduta à frente da liderança do PMDB. Garibaldi disse que o cargo de líder tem de ser conquistado e não imposto. O atual líder rebateu-o, dizendo que não era a primeira vez que o colega de partido falava aquilo.
Renan afirmou, sem se referir nominalmente ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, primo de Garibaldi e preso no início do mês pela operação Lava Jato, que "um ex-presidente da Câmara" está sendo investigado por formar uma quadrilha. Aos gritos, Garibaldi pediu-lhe "respeito".
Esse último bate-boca fez com que Eunício Oliveira encerrasse à sessão desta terça-feira. Fora do microfone, Renan disse a Garibaldi que não o provocasse.
"Ele (Temer) precisa entender que demorar mais um mês, dois meses, três meses, um ano à frente do governo, sem que, do ponto de vista institucional, nós possamos ganhar, fortalecer os Poderes, não significará nada. É uma resistência para o nada, porque o erro do presidente Temer foi achar que poderia governar o Brasil influenciado por um presidiário de Curitiba", disse Renan.
"Isso não ia chegar a lugar nenhum! Ainda mais com o presidiário recolhido ao cárcere em Curitiba e continuando a receber dinheiro, que é lamentavelmente o que hoje a realidade, a circunstância nos expõe", acrescentou Renan no plenário do Senado. O líder do PMDB afirmou que o presidente "faz de conta" que governa o país e destacou que Temer não tem "legitimidade" para cobrar que os senadores não mexam no texto da reforma trabalhista.
Minutos depois, Renan respondeu a uma provocação do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) quando ele o questionou sobre a conduta à frente da liderança do PMDB. Garibaldi disse que o cargo de líder tem de ser conquistado e não imposto. O atual líder rebateu-o, dizendo que não era a primeira vez que o colega de partido falava aquilo.
Renan afirmou, sem se referir nominalmente ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, primo de Garibaldi e preso no início do mês pela operação Lava Jato, que "um ex-presidente da Câmara" está sendo investigado por formar uma quadrilha. Aos gritos, Garibaldi pediu-lhe "respeito".
Esse último bate-boca fez com que Eunício Oliveira encerrasse à sessão desta terça-feira. Fora do microfone, Renan disse a Garibaldi que não o provocasse.
27 de junho de 2017
JANOT DENUNCIA TEMER POR CORRUPÇÃO
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira 26 uma denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva.
A denúncia tem como base as investigações sobre a relação de Temer com a JBS, do empresário Joesley Batista. Agora o ministro Edson Fachin, do STF, aciona a Câmara, que vai decidir se autoriza ou não o prosseguimento da denúncia - é necessária a aprovação de dois terços dos 513 deputados. Após a votação, se o plenário do Supremo decidir aceitar a denúncia, Temer vira réu e terá de se afastar do cargo por até 180 dias.
O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem da mala de Temer, que recebeu R$ 500 mil em dinheiro da JBS a pedido do presidente, também foi denunciado. Os investigadores acreditam que o dinheiro teria Temer como destino final.
Além do crime de corrupção passiva, Janot apontou indícios de organização criminosa cometidas por Temer, Rocha Loures e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. O procurador-geral também quer abrir um novo inquérito contra Temer sobre o esquema nos portos.
A denúncia tem como base as investigações sobre a relação de Temer com a JBS, do empresário Joesley Batista. Agora o ministro Edson Fachin, do STF, aciona a Câmara, que vai decidir se autoriza ou não o prosseguimento da denúncia - é necessária a aprovação de dois terços dos 513 deputados. Após a votação, se o plenário do Supremo decidir aceitar a denúncia, Temer vira réu e terá de se afastar do cargo por até 180 dias.
O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem da mala de Temer, que recebeu R$ 500 mil em dinheiro da JBS a pedido do presidente, também foi denunciado. Os investigadores acreditam que o dinheiro teria Temer como destino final.
Além do crime de corrupção passiva, Janot apontou indícios de organização criminosa cometidas por Temer, Rocha Loures e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. O procurador-geral também quer abrir um novo inquérito contra Temer sobre o esquema nos portos.
O GOVERNO TEMER ACABOU
"Temer precisa de 171 votos na Câmara para não ser afastado da presidência da República", lembra Alex Solnik, o jornalista compara o cenário atual com a votação do impeachment e questiona: "Eles não poderão ir ao microfone do plenário enrolados na bandeira brasileira, como fizeram com Dilma e proclamarem sua adesão irrestrita à luta contra a corrupção, em nome de seus pets. O que dirão agora para justificar o voto em Temer? Que são a favor da corrupção?"; "As ruas estão vazias no momento, mas os que estão em casa, no escritório ou nas fábricas não querem mais saber de Temer, é o que apontam as pesquisas. Em outras palavras, o governo Temer acabou. Daqui em diante a sua agenda é uma só: adiar o fim o máximo possível", finaliza.
TEMER EXPÕE O BRASIL A VERGONHA MUNDIAL
Agências internacionais e dezenas de veículos de diversos países, como Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e Argentina repercutem deste ontem a denúncia por corrupção apresentada pela Procuradoria Geral da República contra Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal.
Todas as agências internacionais noticiam e destacam que é a primeira vez que um chefe de Estado do Brasil é denunciado por corrupção no exercício do mandato; a palavra-chave na cobertura do dia é corrupção, que permeia todos os títulos das reportagens.
Todas as agências internacionais noticiam e destacam que é a primeira vez que um chefe de Estado do Brasil é denunciado por corrupção no exercício do mandato; a palavra-chave na cobertura do dia é corrupção, que permeia todos os títulos das reportagens.
TEMER APELA E INSINUA QUE JANOT LEVOU DINHEIRO DA JBS
Em pronunciamento feito à imprensa nesta tarde, Michel Temer partiu para o ataque contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor da denúncia de corrupção passiva contra ele, insinuando que o chefe do Ministério Público teria recebido dinheiro da JBS por meio de um ex-procurador, Marcelo Miller, que teria ganhado "milhões em poucos meses" ao "abandonar o Ministério Público" e ir trabalhar numa "empresa que faz delações".
Segundo Temer, o documento "é uma peça de ficção", uma "denúncia frágil", baseada em uma delação de alguém movido pelo "desespero de se safar da cadeia", em referência a "Joesley e seus capangas". Temer criticou ainda o fatiamento da denúncia: querem "provocar fatos semanais contra o governo"; e no auge do cinismo, disse que está "recolocando o país nos trilhos", por isso tem sido "vítima dessa infâmia"; "Não sei como Deus me colocou aqui", disparou.
Segundo Temer, o documento "é uma peça de ficção", uma "denúncia frágil", baseada em uma delação de alguém movido pelo "desespero de se safar da cadeia", em referência a "Joesley e seus capangas". Temer criticou ainda o fatiamento da denúncia: querem "provocar fatos semanais contra o governo"; e no auge do cinismo, disse que está "recolocando o país nos trilhos", por isso tem sido "vítima dessa infâmia"; "Não sei como Deus me colocou aqui", disparou.
TEMER DISSE A JOESLEY QUE EMPRESÁRIO INFLUENCIOU ESCOLHA DE MEIRELLES PARA GOVERNO, DIZ PF
O presidente Michel Temer disse em conversa gravada com Joesley Batista, um dos donos da JBS, que o empresário foi uma das maiores influências que levaram à escolha de Henrique Meirelles para comandar a o Ministério da Fazenda, afirmou a Polícia Federal em relatório sobre inquérito contra o presidente entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira.
Ao transcrever o diálogo gravado por Joesley, a PF disse que Temer disse que "uma das influências maiores que determinaram a vinda dele (Meirelles)" foi do controlador da JBS, que firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
O diálogo tem breves interrupções, mas em um trecho que se refere ao ministro, Joesley lembra que Meirelles trabalhou para seu grupo empresarial e sugere "ir mais firme nele" ao tratar de interesses de suas empresas, acrescentando que desta forma "acho que ele corresponde". O Ministério da Fazenda informou que não se pronunciaria sobre o assunto.
Ao transcrever o diálogo gravado por Joesley, a PF disse que Temer disse que "uma das influências maiores que determinaram a vinda dele (Meirelles)" foi do controlador da JBS, que firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
O diálogo tem breves interrupções, mas em um trecho que se refere ao ministro, Joesley lembra que Meirelles trabalhou para seu grupo empresarial e sugere "ir mais firme nele" ao tratar de interesses de suas empresas, acrescentando que desta forma "acho que ele corresponde". O Ministério da Fazenda informou que não se pronunciaria sobre o assunto.
MICHEL TEMER: UM PRESIDENTE À BEIRA DO ABISMO
Michel Temer sempre ocupou os bastidores do poder, até derrubar sua companheira Dilma Rousseff, há pouco mais de um ano. Mas desde então, nada saiu como este estrategista veterano calculou, e sua luta pela sobrevivência política tem sido constante.
O último revés veio nesta segunda-feira, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o denunciou formalmente por corrupção, deixando o presidente à beira do abismo.
Agora se abre um processo no Supremo Tribunal Federal que poderá afastá-lo do cargo embora, antes, deva ser validado por dois terços da Câmara dos Deputados, onde Temer, hoje com 76 anos, começou sua escalada ao poder há três décadas.
Seu governo está na corda bamba desde que o jornal O Globo revelou, no dia 17 de maio, uma comprometedora gravação de uma conversa com o empresário Joesley Batista em que o presidente parece dar seu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.
"Não renunciarei. Repito, não renunciarei", garantiu depois que o STF decidiu investigá-lo. E não renunciou. Mas para muitos a gravação do dono da JBS foi o início do fim de um mandato que nunca se livrou de conturbações, desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Milhares de brasileiros têm ido às ruas para reivindicar sua saída enquanto cerca de vinte pedidos de impeachment se somam no Congresso. O PSDB, crucial para que Temer consiga governar, já cogita o fim da aliança.
Temer conseguiu ganhar tempo e sobreviveu ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu por uma apertada maioria não anular sua chapa nas eleições de 2014. Entretanto, ainda há muitas frentes abertas.
Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu em 1940 e cresceu no interior paulista. Ele é o caçula de oito irmãos de uma família de imigrantes libaneses católicos, chegados ao Brasil 15 anos antes.
Na capital econômica do país se tornou um advogado constitucionalista de prestígio e iniciou sua carreira política, que o levou a ser três vezes presidente da Câmara dos Deputados durante seus seis mandatos como legislador do PMDB, partido que presidiu durante 15 anos.
O último revés veio nesta segunda-feira, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o denunciou formalmente por corrupção, deixando o presidente à beira do abismo.
Agora se abre um processo no Supremo Tribunal Federal que poderá afastá-lo do cargo embora, antes, deva ser validado por dois terços da Câmara dos Deputados, onde Temer, hoje com 76 anos, começou sua escalada ao poder há três décadas.
Seu governo está na corda bamba desde que o jornal O Globo revelou, no dia 17 de maio, uma comprometedora gravação de uma conversa com o empresário Joesley Batista em que o presidente parece dar seu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.
"Não renunciarei. Repito, não renunciarei", garantiu depois que o STF decidiu investigá-lo. E não renunciou. Mas para muitos a gravação do dono da JBS foi o início do fim de um mandato que nunca se livrou de conturbações, desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Milhares de brasileiros têm ido às ruas para reivindicar sua saída enquanto cerca de vinte pedidos de impeachment se somam no Congresso. O PSDB, crucial para que Temer consiga governar, já cogita o fim da aliança.
Temer conseguiu ganhar tempo e sobreviveu ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu por uma apertada maioria não anular sua chapa nas eleições de 2014. Entretanto, ainda há muitas frentes abertas.
Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu em 1940 e cresceu no interior paulista. Ele é o caçula de oito irmãos de uma família de imigrantes libaneses católicos, chegados ao Brasil 15 anos antes.
Na capital econômica do país se tornou um advogado constitucionalista de prestígio e iniciou sua carreira política, que o levou a ser três vezes presidente da Câmara dos Deputados durante seus seis mandatos como legislador do PMDB, partido que presidiu durante 15 anos.
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