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3 de abril de 2017

NO ‘THE VOICE KIDS’ O QUE VALEU FOI A FOFICE, E NÃO QUEM CANTA DE VERDADE

Terminou no domingo (2) a segunda temporada do ‘The Voice Kids’. A vitória foi de Thomas Machado, do time de Ivete Sangalo. Não é segredo que neste triunfo contam o fato de Thomas ser “fofinho” (termo mais usado para descreve-lo no Twitter) e de os fãs de Ivete Sangalo terem votado em massa. Algo de errado nisso? De forma alguma. A regra é clara: ganha quem recebe mais votos. Em lugar nenhum está escrito que deve vencer a melhor voz algo que pareceria óbvio, mas não é assim.

Thomas disputou a finalíssima com Juan Carlos Poca (time ex-Victor & Léo) e Valentina Francisco (time Carlinhos Brown). No programa ao vivo prevaleceu o nervosismo, como os candidatos não raramente derrapando. Mas isso contava pouco, o que valia, tudo indica, é o tal do “fofurômetro” inventado pela produção do programa (que há tempos lançou a hashtag #fofuraTVK).

No ‘The Voice’ tornou-se corrente que os espectadores se identifiquem com os mais bonitinhos tanto na versão adulta quanto na infantil. No caso do ‘The Voice Kids’ a coisa piora um pouco, já que a faixa etária se estende até os 15 anos e vamos combinar que um pré-adolescente tem poucas chances diante de uma criancinha de vozinha delicada cantando repertório d’Os Saltimbancos. Chega até a ser covardia.

Claro, há crianças que são meigas e têm excelente nível técnico foi o caso de Rafa Gomes na primeira edição (que, curiosamente, ela não venceu). Mas seria interessante se a disputa fosse dividida em faixas etárias digamos, de 7 a 12 e de 13 a 15 anos com prêmios distintos. Aí, sim, haveria espaço para os fofos e para quem canta de verdade.

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