Para os cristãos, o ciclo de 40 dias representa uma marca de momentos
importantes e simbólicos. Os registros bíblicos contam sobre o jejum de Jesus
Cristo no deserto, a caminhada do profeta Elias até o Horebe (“monte de Deus”) e
o período que Moisés passou no mesmo monte até conferir as tábuas dos Dez
Mandamentos tiveram duração de 40 dias.
O período de Quaresma, os 40 dias entre o fim do Carnaval e o início da
Páscoa, marca a tradição católica como um momento de reflexão sobre a fé. E
neste ano, para a Igreja Católica no Brasil, o momento quaresmal terá um
significado ainda maior.
Após 50 anos do início das mudanças propostas pelo Concílio Vaticano II – um
dos principais momentos da Igreja Católica no século XX, que durou de 1962 a
1965, a Campanha da Fraternidade lançada ontem (18) convoca a instituição para
uma reflexão sobre o papel da Igreja na sociedade.
“Esta campanha aponta para uma retomada da caminhada junto ao povo, com um
olhar mais próximo da realidade. A Igreja fará uma retrospectiva de seu papel,
dos serviços prestados à sociedade brasileira. Será também um momento de debate
aprofundado sobre a inserção da Igreja no processo social, mostrando que ela
ainda pode apresentar novos caminhos”, resumiu o arcebispo metropolitano de
Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.
Sob o mote “Eu vim para servir”, a campanha promovida pela Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende jogar luz sobre as relações entre
Igreja e sociedade. Para o arcebispo de Natal, a Igreja, tal qual fez há cinco
décadas durante o encontro eclesiástico no Vaticano, precisa renovar-se diante
do quadro social.

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