O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, defendeu hoje (6) que o Rio de Janeiro precisa redescobrir e redesenhar suas vocações porque se encontra em estágio terminal em razão das crises que atravessa.
"Precisamos realmente botar a cabeça no lugar, tendo em vista o estado terminal que eu associo à condição do Rio de Janeiro", disse em palestra no Rio de Janeiro. E acrescentou: "Essa palavra é muito forte. Realmente é forte, mas precisa ser encarada. O que imaginamos para nós terminou. Acabou-se".
"Estamos em um estágio terminal no sentido de nossas antigas vocações. A nossa vocação sempre foi, historicamente, a vocação política. Comandávamos daqui o orçamento público", disse ele. "De certa forma, podamos a árvore", explicou.
Rabello de Castro defendeu que nem mesmo o setor de óleo e gás pode sustentar uma retomada fluminense se não houver uma "repactuação da maneira de se gastar o dinheiro público" e visão estratégica sobre o futuro.
Ele avaliou que a crise na segurança pública é também uma crise de insegurança política, de segurança financeira e fiscal. Afirmou ainda que os problemas de segurança pública ainda não estão sendo enfrentados com uma "abordagem definitiva".
"A questão do turismo está associada à segurança. O assunto começou a ganhar dimensão federal. Acho que ainda não é a abordagem definitiva. Acho que ainda estamos perdendo o jogo", disse ele, que defendeu a regularização das casas em áreas onde há atuação do crime organizado.
O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, fez a primeira palestra do evento e afirmou que o Rio de Janeiro só poderá sair da crise se "entender que a segurança é a base de tudo". "Com segurança, teremos mais empresas, mais postos de trabalho, mais impostos sendo pagos e mais arrecadação", afirmou.
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