A presidente brasileira, Dilma Rousseff, lutará esta semana por sua sobrevivência política no Congresso, nos tribunais e nas ruas, mas as possibilidades de consegui-lo estão minguando, afirmam analistas.
Dilma está confrontada no Congresso com a retomada de seu processo de impeachment por suspeita de maquiar contas públicas, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda se sua campanha à reeleição teve financiamento ilegal.
Estas ameaças pareciam ter diminuído nas últimas semanas. Até mesmo a popularidade da presidente, que estava baixíssima, subia timidamente. Mas na sexta-feira passada, lançou-se sobre o PT uma "bomba atômica": a condução coercitiva do carismático ex-presidente Lula, mentor e antecessor de Dilma, para prestar depoimento à Polícia Federal sobre suposto favorecimento no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na Petrobras.
Lula é acusado de aceitar propina de empreiteiras envolvidas no megaescândalo 'Petrolão', que desviou US$ 2 bilhões da petroleira. Os dois campos, a situação e a oposição, prometem agora levar a luta para as ruas do país, enquanto os partidos da oposição no Congresso esfregam as mãos com o novo impulso que o impeachment ganhou.
Nesta segunda-feira, Dilma acusou a oposição de querer "dividir o país". Os problemas do Brasil se devem à "sistemática crise política provocada por aqueles que estão descontentes, que perderam as eleições (presidenciais de 2014) e querem antecipar as eleições de 2018", lamentou.

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