O temor da radicalização levou o Palácio do Planalto a obter do presidente do PT, Rui Falcão, a promessa de que o partido não irá convocar ações para o próximo domingo, mesmo dia em que grupos de oposição pretendem protestar contra o governo, informaram nesta terça-feira duas fontes palacianas.
A presidente Dilma Rousseff, convocou seus auxiliares mais próximos, Jaques Wagner, da Casa Civil, Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, e o chefe de Gabinete da Presidência, Giles Azevedo para discutir o agravamento do clima político no país e os problemas que o governo irá enfrentar na pauta da Câmara. O risco de conflitos levou a presidente a tratar do assunto como "situação de emergência".
O presidente do PT esteve no Palácio do Planalto em uma reunião com Jaques Wagner e Ricardo Berzoini e concordou que o partido não chamaria atos para o domingo apesar de alguns diretórios estarem marcando atos para o mesmo dia em que grupos que defendem o impeachment da presidente pretendem se manifestar.
De acordo com uma fonte, o PT defenderá que os atos sejam apartidários e não irá, por exemplo, participar de uma passeata que está sendo marcada para a avenida Paulista, em São Paulo mesmo local da manifestação de oposição.
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