As associações representativas da Polícia Militar e os promotores de Justiça com atuação na área criminal reagiram às declarações do governador Robinson Faria sobre a segurança pública e exoneração do comandante da Polícia Militar, coronel Ângelo Dantas.
Os profissionais criticam a atuação do Executivo na área de segurança pública e defendem o trabalho realizado pela Polícia Militar.Os oficiais da PM rebateram a crítica sobre a atuação e garantiram que as ações da corporação "sempre foram e sempre serão adequadas à velocidade que a população espera ao combate à violência". Em nota, os profissionais afirmaram que quase 100% da população carcerária do Rio Grande do Norte foi presa pela Polícia Militar e que as ações do Governo que não se adequaram à velocidade que a população cobra.
Na nota, os oficiais questionam a morosidade na recomposição dos quadros da PM, falta de verbas, limites na circulação de viaturas e falta de autonomia financeira. Para os policiais, o Governo foi injusto com o coronel Ângelo Dantas.
"Entendemos ser desrespeitoso com toda a família miliciana as suas declarações, muito mais desrespeitosa ainda foi a forma como Vossa Excelência exonerou nosso comandante geral", diz a nota.
Os promotores da área criminal do Ministério Público do Rio Grande do Norte também repudiaram o afastamento do coronel Ângelo Dantas, agora ex-comandante da Polícia Militar. De acordo com texto dos membros do MP, eles sentem-se "constrangidos" com a notícia da demissão do comando da corporação.
A nota, assinada pelos promotores Fausto de França Júnior, Sílvio Ricardo De Andrade Brito, Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida e Márcio Cardoso Santos, define a gestão do governador Robinson Faria como "a pior dos últimos tempos em matéria de segurança pública".
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