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18 de setembro de 2015

LULA DEFENDERÁ, NAS RUAS, O AJUSTE FISCAL DE DILMA

Uma semana atrás, quando viajou à Argentina, o ex-presidente Lula fez uma dura crítica aos programas de ajuste fiscal, logo após o rebaixamento do Brasil pela agência de risco S&P. "Porque, quando eles diminuem, vem a (queda na) receita, mais arrocho, mais ajuste, mais desemprego, mais corte de gastos, mais não sei o quê. Não vem nunca mais educação, mais profissionalismo, mais investimento. Não vem", afirmou. No entanto, depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira, Lula decidiu mudar o tom e fará, nas ruas, uma defesa "enfática" do ajuste fiscal.

"A avaliação do grupo lulista é que a crise política atingiu ponto preocupante e que qualquer novo erro do governo pode dar o empurrão que falta para a Câmara dos Deputados deflagrar, e aprovar, a abertura de um processo de deposição de Dilma".

O ajuste proposto pelos ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa inclui medidas impopulares, como cortes de R$ 24,7 bilhões em gastos e aumentos de R$ 40,2 bilhões em impostos, o que inclui a volta da CPMF. No PT, avalia-se que o ajuste de Dilma é bem menos recessivo do que aquele que seria feito pela oposição, caso estivesse no poder.

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