Como se o clima já não estivesse tenso, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), acaba de ampliar o confronto com o PT da presidente Dilma Rousseff.
"Não sou candidato de oposição nem quero ser candidato de oposição. Mas também não quero ser um candidato submisso ao governo. Quero apenas construir uma relação de respeito com o governo e com a oposição", disse ele, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues nesta segunda-feira 10.
Tudo o que o governo não quer é ter Cunha como presidente da Câmara em 2015, mas a candidatura parece inevitável. Ele receberá a ajuda do governador reeleito do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), com quem se encontrou hoje, e tem o apoio de boa parte dos correligionários na Casa, além de negociar a formação de um bloco para fortalecer o PMDB. O vice-presidente da República, Michel Temer, apesar de evitar declarar apoio, afirmou que o deputado está "no seu direito" de ser candidato.
O líder rebateu também, na entrevista, a reclamação da presidência sobre a antecipação do processo de candidatura. Segundo ele, "não havia como ser de outra forma". O deputado citou outros casos, como em 2006 e 2010, quando os candidatos do PT também começaram suas campanhas logo após as eleições. "Arlindo Chinaglia [PT-SP] e Marco Maia [PT-RS] fizeram isso. Agora, a diferença é que há um candidato do PMDB", disse ele.
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