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7 de março de 2014

BARRAGEM ARMANDO RIBEIRO EM ASSU RN PERDE MAIS DE 1 BILHÃO DE LITROS D’ÁGUA POR DIA

As chuvas que caíram mês passado no interior do Rio Grande do Norte encheram alguns açudes, levaram alívio à população de alguns municípios em estado de emergência, mas não foram suficientes para melhorar os níveis nos principais reservatórios do Estado.

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, continua secando e, atualmente, está com pouco mais de 32% de sua capacidade total.

É o percentual mais baixo da história. Por dia, a barragem está secando 1,07 bilhão de litros d’água para abastecer 34 cidades. Concomitantemente, o Governo do Estado ainda não definiu o planejamento para distribuição e uso racional da água nos 161 municípios que sofrem com os efeitos da estiagem há mais de dois anos. Sabe-se apenas que o problema será discutido município por município. 


Na próxima segunda-feira, técnicos da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) vão participar de mais uma reunião para tratar sobre o assunto. Na última semana de fevereiro, o grupo se encontrou por duas vezes.

Enquanto há letargia na efetivação dos projetos que tentam amenizar os efeitos da seca, os reservatórios do Estado minguam a cada dia que passa. O principal reservatório potiguar barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com 32,26% da sua capacidade. 


A medição foi realizada ontem e mostra que o nível baixa a passos largos. Há menos de dois meses, o local estava com 34,81% da sua capacidade. No dia 9 de janeiro, os dados apontavam a existência de 835.400 milhões m³ de água. Cinquenta e sete dias depois, esse número baixou para 774.296 milhões m³ de água. Ou seja, nesse intervalo, a perda foi de 61.104 milhões m³ de água que corresponde a 1,07 bilhão de litros d’água por dia.

A barragem é responsável pelo abastecimento de diversos sistemas adutores e 34 municípios potiguares. “Infelizmente, as águas que caíram em fevereiro não foram capazes de melhorar a situação. Nossa esperança é que chova mais”, disse Joana D’arc, coordenadora de gestão de recursos hídricos da Semarh.

Com informações de Roberto Lucena e Vicente Neto
Foto: Magnus Nascimento

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