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24 de outubro de 2012

BEBIDA ENERGETICA SUSPEITA DE CAUSAR MORTE



A Agencia Nacional de Segurança Sanitária Francesa investiga dois acidentes cardíacos com mortes que poderiam estar ligados ao consumo impróprio de bebidas energéticas do tipo Redbull. Outros seis casos de efeitos indesejáveis ligados ao consumo desses energisantes já haviam sido descritos, todos em pessoas com menos de 50 anos de idade, das quais quatro abaixo de 30 anos. Uma história comum aos casos é que o perfil do consumidor é de uma pessoa jovem que em momentos festivos associa esses produtos ao álcool.

Os efeitos indesejáveis declarados foram de ordem cardíaca (comprometimento cardíaco), neurológica (crise epiléptica, coma, desorientação temporo-espacial) e psiquiátrica (problemas de comportamento). Além disso, insuficiência renal aguda foi descrita, como também taquicardia, parestesias, tremores, vertigens, sensação de angústia, agitação e confusão.

Na análise desse tipo de bebida é comum encontrar água, cafeína, taurina (amino ácido), vitaminas do complexo B, glucoronolactona (carbohidrato) e extratos de plantas como guaraná. Todos esses elementos estão naturalmente presentes na alimentação, mas nos energéticos estão em fortes concentrações.

Por isso, deve ser desaconselhado seu consumo com álcool ou durante um evento esportivo, além de não poder ser ingerido por gestantes. Não se trata de demonizar a bebida quando ingerida moderadamente, mas deve-se ficar atento para o fato de que a cafeína tem muito mais efeitos tóxicos sobre o coração quando consumida com alcool.

O consumo regular dos energisantes pode revelar uma necessidade de ultrapassar algumas perfomances, seja intelectuais, esportivas ou sexuais, demonstrando uma perda de confiança em si próprio. Pode significar, ainda, um tipo de pessoa mais facilmente encorajada a usar outras substâncias estimulantes, como anfetaminas, cocaína, das quais a toxidade cardiovascular é bem conhecida.

Com informações do Médico, João Modeste Filho, endocrinologista e imaginologista, professor da UFPB, ex-presidente do CRM e da AMPB, membro da Academia Paraibana de Medicina, corregedor Nacional da SBEM e delegado Estadual da SBD. Doutorado pela USP e Pós doutorado na universidade de Nancy, França.

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