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13 de dezembro de 2016

HUMANIDADE CAMINHA PARA A EXTINÇÃO SE MODELO ECONÔMICO NÃO MUDAR

O economista e filósofo francês Serge Latouche disse que aquele que acredita em crescimento infinito num planeta finito só pode ser um louco ou um economista. E os estudos das últimas décadas confirmam que os recursos naturais estão sofrendo alterações perigosas após a Revolução Industrial.

O mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que o planeta deve ter um aumento médio de temperatura entre 2,9°C a 3,4°C neste século, mesmo com os compromissos do Acordo de Paris, no ano passado. O relatório também estima que as emissões em 2030 devam atingir de 54 a 56 gigatoneladas de dióxido de carbono, pelo menos 12 gigatoneladas acima do necessário para tentar limitar o aquecimento global a 2°C neste século, uma meta considerada importante pelos cientistas para reduzir a probabilidade de impactos climáticos severos como tempestades intensas, secas longas, aumento do nível do mar, entre outros.

Para o economista Hugo Penteado, autor do livro Eco-Economia, Uma Nova Abordagem (Editora Lazuli), o atual sistema econômico é insustentável por ser linear (extrai/produz/consome/descarta), degenerativo, com a introdução de materiais que a natureza não tem como lidar (agrotóxicos, inseticidas, queima de combustíveis fósseis, químicos, plásticos, etc.) e infinito, por visar um crescimento desenfreado.

Já a Terra é o oposto, ela tem um sistema circular, que reaproveita tudo, regenerativo, com a purificação da água e regulagem do clima através de seus elementos, dos seres vivos e da atmosfera, e finito.

“Sustentabilidade significa imitar a natureza. Precisamos criar uma economia finita, regenerativa e circular. O sistema tradicional vem promovendo a maior extinção da vida dos últimos 65 milhões de anos. Se não for estancado imediatamente, a humanidade irá desaparecer em algumas décadas”, diz Hugo.

Para ele, os cientistas demoraram a aceitar o cenário crítico no qual vive a humanidade. Ela pode chegar à extinção através do fim da água, que é um subproduto da mudança climática já em ritmo acelerado e da comida, associada à destruição dos ecossistemas e pressionada pela demanda de pessoas e do sistema produtivo que cresce exponencialmente sobre um planeta finito.

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