A lição é antiga, mas o Brasil não aprende: o futuro do país está nas salas de aula. Mais especificamente na figura do professor. De todas as variáveis que influenciam a qualidade da educação, a mais determinante é a eficiência do profissional à frente da turma.
Estudos feitos nos Estados Unidos mostram que os alunos dos professores que estão entre os 10% melhores do país aprendem três vezes mais do que os alunos de professores que ficam entre os 10% na parte de baixo do ranking de desempenho de docentes. A diferença salarial ao longo da vida profissional entre os alunos que tiveram bons professores daqueles que tiveram professores ruins chega a mais de US$ 250 mil.
As universidades estão começando a mudar para cumprir a sua parte nesse processo. Os cursos de Licenciatura da PUCPR, por exemplo, passaram por uma grande transformação que começa a ser implementada nas turmas de 2017. A primeira é quantitativa.
Por força de legislação federal, os cursos terão a carga horária elevada de 3 para 4 anos. A mais importante, porém, é a reformulação do currículo, mais interdisciplinar, focado na prática pedagógica, com aulas sobre aspectos da psicologia interpessoal, ciência da cognição e técnicas para desenvolver o lado inovador dos futuros profissionais.
“O maior desestímulo ao profissional da educação hoje é a percepção de que não está preparado para lidar com os problemas reais da educação do presente e do futuro. É um problema que supera a questão salarial, pois professores bem qualificados e, por consequência, motivados com o que fazem, tendem a evoluir muito em seus salários”, diz Kleber Candiotto, decano da Escola de Educação e Humanidades da PUCPR e responsável pelas mudanças implementadas na instituição.
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