O ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) encerrou a semana respirando aliviado. Os pedidos de prisão da alta cúpula do PMDB [José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Cunha], encaminhados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, monopolizaram as atenções da Lava Jato e acabaram tirando o foco do político potiguar.
Henrique Eduardo Alves começou a semana sob o fogo da grande imprensa. A PGR se convenceu que o ministro se beneficiou de recursos ilícitos desviados da Petrobras, e aprofundou as investigações.
Na edição da última segunda-feira (6), a Folha de São Paulo publicou trechos da gravação em que Henrique promete interceder pela OAS em processos no Tribunal de Contas da União e no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte em troca de doações para a campanha eleitoral de 2014. O assunto prometia mais uma baixa no ministério de Michel Temer.
O ministro Henrique Alves está implicado nas tratativas de Eduardo Cunha com o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS. Os dois políticos negam que as doações da construtoras são resultado de propina.
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