A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à jornalista Mariana Godoy, da Rede TV, exibida na noite desta sexta-feira (10), que seu "maior erro foi ter feito uma aliança com quem não devia", numa referência ao presidente interino Michel Temer (PMDB), seu vice nas eleições de 2010 e 2014.
A presidente falou sobre a possibilidade de antecipação das eleições. Segundo ela, não deve ser "descartada em hipótese alguma" e que, antes disso, é necessária a recomposição da "normalidade democrática" no país com o fim do processo de impeachment contra ela. Dilma reafirmou que o impeachment é um "golpe" e que há "desvio de poder" no processo.
Segundo ela, esse "desvio de poder" está confirmado principalmente na divulgação da conversa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o então ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), que sugeriu uma "mudança" no governo federal para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato.
"Nós estamos lutando para que [as gravações] sejam incluídas na defesa do impeachment porque elas constituem claras provas do que nós falamos, do desvio de poder e desvio de finalidade, primeiro na aceitação do processo de impeachment pelo senhor Eduardo Cunha" disse Dilma.
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