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11 de junho de 2016

CERCO SE FECHA CADA VEZ MAIS CONTRA EDUARDO CUNHA

Depois de uma semana de derrotas, o cerco se fecha cada vez mais para o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República, a liberação de outra para apreciação no Supremo Tribunal Federal (STF), o processo contra a mulher, Claudia Cruz, e o adiamento da votação do pedido de cassação no Conselho de Ética enfraqueceram ainda mais o parlamentar.

Apesar da ainda evidente influência na Casa e, até no governo federal, a avaliação de colegas, inclusive de alguns aliados, é que a situação está insustentável. No início de noite desta sexta-feira (10/6), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu a terceira denúncia contra Cunha na Lava-Jato. O parlamentar é acusado de ter recebido R$ 52 milhões em propina nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o deputado teria solicitado e recebido propina de um consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia. O inquérito, aberto em março deste ano, tem como base as delações dos empresários Ricardo Pernambuco Júnior e seu pai, Ricardo Pernambuco.

Mais cedo, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, liberou para julgamento a segunda denúncia contra Eduardo Cunha, na qual ele é acusado de manter contas secretas na Suíça abastecidas por dinheiro desviado do esquema de corrupção da Petrobras. A data do julgamento depende do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, mas, de acordo com os prazos processuais, é possível que seja pautado para 23 de junho.

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