Empreiteiras como Odebrecht, UTC, OAS e Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez fizeram doações eleitorais na campanha de 2014 para 12 dos 24 ministros empossados pelo presidente interino Michel Temer.
Os que declararam doações de empresas que estão na mira da Lava Jato foram José Serra (Relações Exteriores), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura), Maurício Quintela (Infraestrutura, Portos e Aviação), Raul Jungmann (Defesa), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Leonardo Picciani (Esporte), Osmar Terra (Desenvolvimento Agrário), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Bruno Araújo (Cidades) e Ricardo Barros (Saúde).
Entre os campeões de doações estão Henrique Alves (Turismo), que recebeu R$ 7,8 milhões, de um total de R$ 23 milhões que declarou à Justiça Eleitoral ter gasto na campanha em que foi derrotado para o governo do Rio Grande do Norte.
Segundo levantamento divulgado pelo Estado, as doações foram feitas principalmente pela Odebrecht (R$ 5,5 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 2,1 milhões). Galvão Engenharia (R$ 200 mil) e Andrade Gurierrez (R$ 100 mil) também doaram. Tanto os políticos quanto as empresas doadoras argumentam que as doações são legais. Para investigadores da Lava Jato, entretanto, o dinheiro é parte de pagamento de propina em troca de vantagens.
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