O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já prepara uma dura oposição ao governo de Michel Temer. Lula avalia que é muito difícil a presidente Dilma Rousseff ser reconduzida ao cargo após o afastamento de até 180 dias.
Argumenta, porém, que o PT precisa rapidamente de uma bandeira para construir a narrativa do pós-Dilma e aplainar o caminho rumo às eleições de 2018.
Abatido, Lula passou o dia de ontem no hotel onde costumava despachar, em Brasília, desde que sua posse na Casa Civil foi suspensa por decisão judicial. Conversou com senadores do PT e até do PMDB de Temer, além de se reunir com movimentos sociais para organizar um ato de solidariedade à Dilma, na manhã de ontem, diante do Palácio do Planalto.
‘Dia seguinte’
Lula, na definição de quem esteve com ele, já está “com a cabeça no dia seguinte”. Toda a estratégia está sendo preparada para reconstruir a imagem do PT e lançar a candidatura do ex-presidente em 2018. Tudo depende, porém, do desfecho da Operação Lava Jato, já que ele está na mira da Polícia Federal e também do Ministério Público.
Viagens
A ideia é que Dilma percorra o País e faça viagens internacionais para denunciar o “golpe” de Estado. Os petistas querem, ainda, que a presidente afastada divulgue em todos os palanques os programas sociais do PT e faça um contraponto com a gestão Temer. “Nós vamos infernizar a vida dele desde o primeiro dia”, resumiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
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