O total de pessoas com o nome sujo no País subiu de 54,5 milhões em fevereiro para 58,7 milhões em março, segundo estimativas da SPC Brasil e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).
Para se ter ideia da grandeza deste número, ele representa 28,8% de toda a população brasileira estimada em cerca de 204 milhões e 39,64% da população com idade entre 18 e 95 anos.
Somente na passagem de fevereiro para março, mais 800 mil consumidores entraram para os cadastros dos serviços de proteção ao crédito como inaptos para adquirir novos financiamentos. Agora, segundo a pesquisa, já remonta a 4,2 milhões o número de pessoas que ficaram com seus nomes sujos desde dezembro do ano passado. Trata-se de um aumento de 23,53% sobre o total de 3,4 milhões de Cadastros de Pessoas Físicas (CPF) negativados entre dezembro de 2015 e fevereiro deste ano.
Quando desagregado por regiões, verifica-se que é na região Nordeste que se encontra o maior número de pessoas negativadas, perfazendo um contingente de 15,7 milhões de CPF sem condições de fazer qualquer compra a prazo. Em porcentual da população adulta, este número representa 40,02% do total, contra 36,21% da região Sul.
Entre as quatro regiões consideradas no estudo, o Nordeste mostrou a maior alta anual do indicador pelo 8º mês consecutivo. Os dados da Região Sudeste não foram considerados no estudo, já que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.
O número de devedores no Centro-Oeste cresceu 0,62% de fevereiro para março deste ano, anulando a retração de 0,61% mostrada em fevereiro. Na comparação anual, a quantidade de pessoas inadimplentes mostrou alta de 4,64%, desacelerando frente a alta de 5,19% em fevereiro em relação ao mesmo mês em 2015.
No Sul, o número de devedores registrou alta de 0,76% em março comparativamente a fevereiro e de 0,30% em relação ao número de inadimplentes em janeiro. Sobre março do ano passado, houve alta de 3,10%, primeira aceleração do indicador em seis meses. O crescimento do número de inadimplentes da região vinha perdendo fôlego desde setembro de 2015, quando a alta registrada foi de 6,30%.
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