O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira, 15, que a tentativa de tirar do poder a presidente Dilma Rousseff tem por trás "motivos sinistros", como o de abafar as investigações da Operação Lava Jato.
A três dias da votação do impeachment, Falcão disse que tanto o vice-presidente Michel Temer como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), "acenam com a expectativa de que o combate à corrupção seja interrompido" daqui para a frente.
Depois de chamar Temer de "conspirador-geral da República" e lembrar ações penais que tramitam contra Cunha no Supremo Tribunal Federal, Falcão fez questão de destacar que Dilma é honesta, "ao contrário desses que comandam o golpe". Ao citar o áudio enviado por Temer, na segunda-feira, 11, a um grupo de deputados do PMDB com as diretrizes do que seria o seu programa de governo, o petista observou que em nenhum momento ele mencionou o combate à corrupção.
"É de se supor, então, que muitos alimentem a ideia de que as investigações serão barradas. Esse é um dos motivos sinistros que se escondem atrás do golpe, além da troca de cargos", insistiu Falcão, em estratégia definida com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em discurso afinado com Dilma, que falou em pacto nacional se vencer o impeachment, Falcão argumentou que o PT não se oporá a conversar nem mesmo com a oposição. Assegurou, ainda, que Lula estará ao lado de Dilma e que haverá mudanças no governo, com um novo programa econômico e social.
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