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3 de abril de 2016

PARTIDOS À ESQUERDA DO PT FECHAM POSIÇÃO CONTRA O GOLPE

Nunca na história deste País, liberais, esquerdas e a extrema-esquerda do espectro político se uniram quanto na campanha contra a escalada do golpe que pode provocar o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.

A executiva e a bancada federal do Partido Socialismo e Liberdade [PSOL], legenda criada em 2004 por uma dissidência à esquerda do PT, desautorizaram a ex-deputada federal Luciana Genro [RS] e anunciaram a posição oficial da sigla. O partido denuncia as investigações seletivas do Judiciário, defende a manutenção do Estado de Direito e ataca a ideia do impedimento.

Com seis deputados federais, entre eles, a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, o PSOL acredita que o impeachment somente pode ser usado com crime de responsabilidade comprovado. Somos contra à crise gestada pelos partidos da oposição conservadora, pelo grande capital e pelos meios de comunicação.

O PCB defende as liberdades democráticas, repudia a ofensiva da ordem burguesa e denuncia o suposto clima fascistizante de intolerância no debate político no Brasil. Coerente com a sua tradição de 94 anos de luta, os vermelhos garantem ser contra o processo vil do impedimento da presidente. Em qualquer hipótese, o resultado desse processo será contra os trabalhadores.

O comitê central do Partido Comunista Revolucionário [PCR] soltou pública nota em que condena o processo de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff. Michel Temer é pior do que Dilma Rousseff, aponta a palavra de ordem dos revolucionários que têm forte enraizamento social no nordeste do Brasil e em São Paulo, sudeste do País. Não ao retrocesso! A saída para a crise é o poder popular!

“Os partidos derrotados nas eleições de 2014 – PSDB, DEM e PPS, apoiados pelos poderosos meios de comunicação da burguesia e financiados pelas maiores entidades empresariais, como a Fiesp, vão às ruas e propagam pelos jornais, rádios e TVs que a solução para resolver a crise econômica capitalista em nosso país é o impeachment de Dilma e o fim da corrupção do PT”. Vamos derrotar a direita golpista e barrar o retrocesso!

O PCR avalia que nas manifestações pelo impeachment é notável a ausência da classe operária e da imensa maioria dos pobres do país. “O que predomina é uma classe média com roupas de grife, grandes, médios e pequenos empresários e bandos de fascistas”, dispara o panfleto. “Não podemos considerar que o resultado dessa disputa tanto faz, que pouco importa”, analisam.

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