A oposição protocolou nesta sexta-feira (1º), uma representação na PGR (Procuradoria Geral da República) contra a presidente Dilma Rousseff e o coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, por suposta prática de incitação à violência como resistência ao pedido de impeachment em trâmite na Câmara dos Deputados.
Assinado pelo líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a representação também pede abertura de inquérito para apurar possível prática de constituição de "milícia armada" e improbidade administrativa. Boulos, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, teria dito nesta semana, em evento no Palácio do Planalto, que haverá mobilização nas ruas "para resistir a esse golpe".
"Isso (golpe) não funciona mais hoje. Não funcionará e é por isso que dizemos: vai ter luta, vai ter resistência. Não passarão com esse golpe de araque no Brasil", teria dito Boulos, de acordo com a petição protocolada por Imbassahy.Na representação, Imbassahy diz que Dilma fez pronunciamentos "indecorosos e indignos do cargo que ocupa", ratificando o discurso de Boulos de que o atual processo de impeachment é um golpe.
"Ora, a Presidente da República não tem o direito de dizer que um procedimento de impeachment que já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, e considerado legítimo, é golpe. O procedimento de impeachment existe justamente para saber se houve ou não o crime de responsabilidade. Se a Presidente da República considera que não há crime de responsabilidade, cabe a ela defender-se nos autos desse processo. Esse é o direito que lhe assiste. Mas não lhe cabe provocar discursos inflamados, tentar jogar a população contra as instituições e tolerar ou amplificar promessas de resistência armada feitas nas barbas dos poderes constituídos brasileiros", diz a petição.
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