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21 de março de 2016

PRIMEIRO PRESO PELA LAVA JATO NO EXTERIOR MORAVA EM APARTAMENTO DE LUXO

A 25ª fase da Operação Lava Jato realizou nesta segunda-feira (21) a prisão de Raul Schmidt Felippe Junior, apontado pela Polícia Federal como um intermediário entre Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e empresas envolvidas no esquema de corrupção da estatal.

Detido em Lisboa, Schmidt foi o primeiro nome encontrado pela força-tarefa da Polícia Federal no exterior em dois anos de investigações. Ele trabalhou na Petrobras por 17 anos, entre 1980 e 1997, e teve a prisão decreta pelo juiz Sérgio Moro em julho do ano passado.

Nascido no Brasil, Raul Schmidt tem também nacionalidade portuguesa. Na capital portuguesa, escondeu-se em um apartamento localizado em área nobre da cidade avaliado em 3 milhões de euros (R$ 12,2 milhões), segundo levantamentos preliminares do Ministério Público Federal brasileiro.

Ele tem imóveis ainda no Rio de Janeiro, em Paris e em Genebra, na cidade suíça, fica a sede da TVP Solar, empresa de Schmidt em parceria com Zelada.

Desde que deixou a estatal, negociou contratos da própria Petrobras com empresas como Samsung Heavy Industries, Pride e Sevan Marine, investigados pela Justiça brasileira.

A investigação determinou o bloqueio de bens de Schmidt em julho de 2015, no valor de R$ 7 milhões, e expediu sua ordem de prisão. Na época, o empresário morava em Londres, onde mantinha uma galeria de arte; desde então, era considerado foragido.

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