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19 de janeiro de 2016

CARNAVAL E OUTRAS “FESTAS POPULARES” ABREM A TEMPORADA DE DESONESTIDADE NO MEIO MUSICAL DO BRASIL

O Carnaval se aproxima e, com ele, aparecem as historinhas interessantes que revelam a podridão que contamina o caráter do brasileiro em geral. Carnaval e outras “festas populares” elas abrem a temporada de desonestidade no meio musical brasileiros todos os anos. 

Certa vez lendário bicheiro carioca, conhecido por ter sido acusado de várias contravenções penais ao longo de sua vida principalmente aquelas ligadas ao jogo do bicho, disse explicitamente, com todas as letras, que devemos agradecer ao “time da contravenção” pelo fato de ainda existir Carnaval e escolas de samba. Sem dar nomes dos integrantes do tal “time”, ele disse que se não fosse por eles, tudo já tinha acabado há muito tempo.

Carnaval há muito deixou de ser uma festa popular para se tornar um evento em que rola uma das maiores lavagens de dinheiro que você pode imaginar, feito especialmente para dar holofotes a celebridades de diversas categorias quem ainda duvida que “rainhas de bateria” e “destaques” da maioria das escolas de samba são escolhidas baseadas no processo “quem paga mais”?

É a partir desta época que o Brasil inteiro se torna uma nação próspera e fértil em um tipo de investimento escuso cujo retorno é líquido e quase imediato: shows musicais promovidos por órgãos e fundações públicas. De hoje até o final do ano, nosso país vai demonstrar uma competência exemplar e incomparável na arte de roubar os cofres públicos, tudo comandado por gestores oficiais de fundações e Secretarias de Cultura, empresários do meio artístico e políticos em geral.

Somos tão desonestamente tapados que ninguém se preocupa em saber a origem dos recursos financeiros para a realização disto e muito menos de quem maneira tudo foi aplicado.

Ninguém está nem aí se rolou superfaturamento dos serviços contratados e se houve prejuízo aos cofres do orçamento público das cidades, mas todo mundo sabe que empresários artísticos ganham uma grande “bufunfa” ou “enriquecem ilicitamente”, se preferir e que a moralidade da administração pública escorre por um ralo imundo e fétido.

O esquema é tão grande que beneficia tanto a políticos da situação como da oposição. Quer um exemplo: um deputado X aprova uma emenda parlamentar para destinar verba federal para a prefeitura da cidade Y por intermédio de algum tipo de convênio. Aí, uma produtora Z é escolhida sem licitação, claro! para aplicar o dinheiro e realizar os eventos, pagando as despesas do evento e repassando as “comissões” para empresários e políticos da região, guardando o restante ‘rapinado’.

Os artistas são escalados e pagos, com os empresários levando um “caixa 2” da prefeitura e até mesmo lesando o próprio artista, que normalmente é a parte que menos ganha no “bolo”. O evento acontece e pronto. No dia seguinte, ninguém mais toca no assunto, pois é hora de botar o mesmíssimo esquema para funcionar para os meses seguintes. Fácil, né?

Pode reparar que as mesmas produtoras sempre escalam as mesmas bandas e artistas, sendo que estes têm que obedecer as regras do jogo. Caso contrário, tchau. Porque tem um monte de outros “artistas” esperando uma ‘vaguinha’ no esquema.

Percebeu agora como o esquema que rola no Carnaval se estende de modo mais agressivo e descarado para outras “festas populares”? Os métodos são diferentes, mas a desonestidade é repulsivamente a mesma. O Brasil inteiro é uma gigantesca contravenção penal que circula em todas as camadas de nossa sociedade. No Rio Grande do Norte, o maior exemplo desse esquema é a cidade de Macau, cujo os gestores estão presos e o carnaval foi cancelado este ano.

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