Depois de conversar por cerca de meia hora com a presidente Dilma Rousseff, o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, afirmou, em entrevista à imprensa, que ela estava “muito tranquila” durante o encontro.
A reunião com Macri foi o primeiro compromisso oficial de Dilma com alguém de fora do governo desde que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar o pedido de abertura de impeachment da presidente, na última quarta-feira. Segundo Macri, Dilma explicou a situação política brasileira a ele e disse que continuará trabalhando enquanto durar o processo, inclusive em questões do Mercosul.
“Depois de me explicar o que estava acontecendo com a situação política local, ela manifestou seu compromisso em trabalhar ativamente em retomar uma agenda do Mercosul. Ficou claro que são processos paralelos. Para mim está claro que, se o Brasil vai melhor, a Argentina vai melhor e vice-versa, por isso temos que trabalhar em conjunto 24 horas por dia, aconteça o que acontecer.
O que está em jogo é criar melhores oportunidades para os brasileiros e os argentinos”, disse o presidente eleito, após ser recebido por Dilma no Palácio do Planalto. Macri disse ainda que a tensão política interna no Brasil não diz respeito à Argentina e que confia na trajetória democrática do país. “É um tema que não nos diz respeito, é assunto do Brasil, mas confio plenamente nas instituições do Brasil.
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