Um dos acusados de cometer o assassinato da jovem Maria Luíza Fernandes Bezerra teve o julgamento popular novamente adiado. Kleisson Souza, de 35 anos, seria julgado no início da manhã de hoje (3) no Fórum Miguel Seabra em Natal. Contudo, o júri popular foi adiado porque o defensor do acusado renunciou ao caso.
De acordo com a 1ª Vara Criminal de Natal, o réu será novamente intimado e terá mais dez dias para indicar um novo advogado. Caso não faça, a Justiça nomeará um novo defensor público.
O advogado Arsênio Pimentel explicou que renunciou ao caso devido a ausência de uma testemunha que considera fundamental. Segundo o advogado, foi pedido um novo prazo para o julgamento para localizar a testemunha, mas o prazo não foi concedido.
O outro acusado de participar do crime, Thiago Felipe Rodrigues Pereira, o “Thiago Cabeção”, foi condenado a 26 anos e três meses em regime fechado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado, roubo qualificado, vilipêndio(maltrato de cadáver) e ocultação de corpo. Contra Kleisson Souza, também pesam as mesmas acusações.
A defesa alega ainda insanidade mental do réu, que passou por um exame no dia 17 de agosto de 2015. O resultado considerou o acusado semi-imputável (indivíduo que embora pareça aparentemente são, não tem a capacidade de compreender o caráter ilícito do fato).
O crime
A estudante Maria Luiza Fernandes desapareceu na noite do dia 21 de abril de 2009 após sair da casa do namorado no bairro Bom Pastor, zona oeste de Natal. Seu corpo foi encontrado seis dias depois, em um matagal no Jardim América. A morte, segundo laudo do ITEP, teria sido causada por estrangulamento, após abuso sexual. Ainda ficou comprovado que os acusados introduziram um galho de árvore na vagina da vítima antes de ocultar o corpo.
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