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7 de outubro de 2015

CONGRESSO CANCELA MAIS UMA VEZ SESSÃO PARA VOTAÇÃO DE VETOS PRESIDENCIAIS

Mais uma vez, a sessão do Congresso foi encerrada por falta de quórum na Câmara dos Deputados. Ela chegou a ser suspensa, mas mesmo assim não houve registro suficiente. 

Pouco mais de 200 deputados marcaram presença, mas seriam necessários 257 deputados para iniciar as votações dos vetos. “É evidente que há uma deliberada decisão no sentido de não haver quórum na Câmara dos Deputados. No Senado Federal temos quórum, a exemplo do que aconteceu ontem”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Estavam na pauta vetos polêmicos, como o aumento salarial de servidores do Judiciário e o reajuste de aposentadorias do Regime Geral da Previdência Social. As votações desses vetos já foram adiadas duas vezes, por falta de acordo e de quórum. A oposição passou a sessão cobrando o encerramento. “A posição politica da Casa é no sentido de não votar o veto hoje, está claro”, disse o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Logo no início da sessão, o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) pediu o encerramento da sessão pela falta de quórum para votação, mas Renan Calheiro garantiu o prazo de 30 minutos de breves comunicações – em que a palavra é dada para os parlamentares discursarem sobre assuntos diversos – para que o número de presença fosse atingido.

Para o deputado Danilo Forte (PSB-CE), os deputados estão insatisfeitos com a relação da Câmara com o Executivo e com a postura de "tentar tratar esta Casa como balcão de negócios". Ele ressaltou que a Câmara exige respeito.

O líder da Rede, deputado Miro Teixeira (RJ), chegou a insistir para que o presidente do Congresso ordenasse o encerramento das comissões para que os deputados fossem forçados a ir ao Plenário. Ele explicou que enquanto não se votar os vetos, na prática, eles estão mantidos.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), apelou pela presença dos deputados. “A economia brasileira precisa que essa votação ocorra hoje. Esse Congresso precisa apreciar os vetos”, afirmou.

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