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14 de setembro de 2015

SÃO FRANCISCO: TRANSPOSIÇÃO DO RIO SEM ÁGUA

Enquanto muito se fala em transposição do Rio São Francisco como forma de tirar o Nordeste da penúria provocada em alguns estados pela falta d’água, o rio São Francisco que deveria estar com seu volume elevado ou pelo menos no seu leito normal nesta época do ano, em muitos locais o leito está seco e a estiagem mantém o nível do manancial muito baixo ao longo do seu percurso em vários estados.

As consequências são drásticas por exe3mplo em Pirapora, no Norte de Minas um dos estados cortados pelo velho Chico, sempre muito movimentada, desta vez, a cidade sofre com a falta de visitantes, pois o rio secou.

O Balneário das Duchas do Velho Chico, principal atração turística da cidade, está praticamente seco. Enquanto comerciantes e pescadores reclamam do prejuízo, toda a população está preocupada, porque nunca viu o rio tão vazio, e espera dias piores nos próximos meses. Período que deveria ser de chuva, ela não veio e a situação já é crítica.

Josué Reis da Costa, de 73 anos, um dos mais antigos pescadores de Pirapora, está apreensivo: “Se não chover, quando chegar dezembro, a água do São Francisco vai diminuir mais ainda e ficarão somente aqueles poções no meio do leito, sem condições de navegar”.

Navegar não é possível

Única embarcação no mundo movida a lenha, o vapor Benjamin Guimarães ficou conhecido como uma espécie de vitrine das maravilhas do Rio São Francisco. Por meio dos passeios na embarcação, era possível conferir as belezas do rio. Mas agora é um triste exemplo da dura realidade do manancial, que sofre os efeitos de uma das piores secas da história. Devido à falta de condições de navegabilidade, desde agosto de 2014, os passeios na embarcação, feitos em curso de 15 quilômetros até a foz do Rio das Velhas, em Barra do Guaicuí, foram suspensos.

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