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16 de setembro de 2015

CIRCO DA NOTÍCIA: DEMISSÕES DE JORNALISTAS

Os jornais tiveram participação decisiva na criação de Universidades tiveram também papel de destaque na consolidação do teatro brasileiro, com críticos notáveis como Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi.

Os jornais como O Estado de São Paulo, o Globo entre outros, buscavam incessantemente a excelência. E a excelência do pessoal que lá trabalhava se refletia na excelência do produto.

Comprar o Estado ou o Globo por exemplo, demonstrava que o leitor fazia questão de dispor de notícias de boa qualidade e bem escritas. A situação hoje é outra: as informações, antes raras e caras, hoje são abundantes e baratas; é possível se informar de graça pela internet (não tão bem quanto nos grandes jornais impressos, mas dá para passar batido); a alta do dólar joga o preço do papel às alturas, e até o combustível necessário para movimentar aquele imenso volume de papel pesa no custo da empresa.

Há dúvidas a respeito da sobrevivência dos jornais impressos como informativos de massa. A publicidade é dividida entre mais concorrentes. E, no entanto, quando os indicadores são bons mas quem os interpreta não entende o que dizem, o caminho correto é abandonado.

Um grande jornal pode ser eletrônico sem perder a qualidade ao contrário, vai ganhar em atualidade, em recursos gráficos, em capacidade de atingir o grande público. O problema não é o papel ou a tela: é o que transmite. Não importam as dificuldades, as etapas de transição, as disputas internas: o importante é lembrar, o tempo todo, que bom jornalismo é feito por bons jornalistas.

Demissões em massa, como as que ocorrem agora em diversos veículos, e nas quais o critério básico parece ser o tamanho do salário de quem será atingido, servem apenas para reduzir a qualidade do jornalismo, com o efeito inevitável de abandonar o público leitor (e ser abandonado por ele).

Menos leitores, menor circulação, menos publicidade, menor faturamento; e, daqui a algum tempo, novos cortes esperando-se, ingenuamente, que o mesmo remédio que já não deu certo, que nunca deu certo, de repente funcione se for aplicado de novo, em doses ainda mais cavalares. Acreditam os donos dos grandes jornais brasileiros que demitindo seus bons profissionais é a maneira de retornar ao estrelato. Está errado; os poderosos proprietários, os deuses da imprensa, correm o sério risco de enfrentar seu irremediável crepúsculo.

Uma pergunta que não quer calar: Valerá apena investir na formação de novos jornalistas no Brasil.? Na verdade os nossos jornais estão virando Panfletos de políticos. Cada veiculo defendendo o seu determinado valor ou capital.

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