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9 de julho de 2015

CONGRESSO EM NATAL DEBATE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE

Entre os temas debatidos no 13° Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, realizado em Natal entre os dias 8 e 12 de julho, está a defasagem de vagas para residência aos estudantes que desejam atuar na especialidade.

No Estado do Rio Grande do Norte, há aproximadamente 25 vagas para os estudantes que desejam atuar na residência em Medicina de Família e Comunidade, número baixo para atender a demanda.Na cerimônia de abertura do evento, realizada ontem (8), Ricardo André Freire de Souza, presidente do congresso e da Associação Potiguar de Medicina de Família e Comunidade, expôs que atualmente há seis residentes em Natal e Mossoró, cada uma, e cinco em Santa Cruz, número baixo de acordo com a demanda populacional.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Thiago Trindade, o Rio Grande do Norte vai a contraponto aos demais Estados do Brasil que oferecem um maior número de vagas, porém não são preenchidas.

“Temos problemas multifatoriais que impedem que o estudante se interesse pela Medicina de Família e Comunidade, que é aquela que cuida da pessoa e não da doença no contexto da Atenção Primária à Saúde”, explica o médico.

Entre os problemas apontados por Trindade, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está a falta de oferta de bolsas oferecidas com valores que atraiam o estudante, a falta da disciplina que ainda não é ministrada em muitas universidades e a não obrigatoriedade da residência, que é uma das lutas da SBMFC. Na Europa, por exemplo, para se tornar médico, é obrigatório passar pela residência nesta área.

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