A ex-governadora Rosalba Ciarlini (sem partido) está se apresentando como pré-candidata à chefia do Poder Executivo mossoroense no embate eleitoral do próximo ano. A médica está utilizando a mesma estratégia que a viabilizou como candidata ao Governo do Estado, ou seja, participando de eventos religiosos, sociais e também comunitários no município.
Por mais que tente se inserir no processo sucessório, Rosalba Ciarlini sofre hoje com impedimento judicial, em razão de denúncias de abuso do poder econômico nas eleições de 2012. Consciente de que poderá manter-se inelegível, a ex-governadora é sempre vista ao lado do deputado federal Beto Rosado (PP). Desde que foi eleito no ano passado, o jovem congressista é apontado como o “plano B” do rosalbismo em Mossoró.
No processo de retorno da ex-governadora Rosalba Ciarlini à cidade que a projetou politicamente, algumas variáveis não podem deixar de serem citadas. A primeira delas diz respeito ao desastre administrativo que marcou os quatro anos de gestão rosalbista. Além de desgastes junto ao funcionalismo público estadual, a ex-chefe do Executivo manteve relações atribuladas com outros setores, como o Poder Judiciário.
Na Assembleia Legislativa, Rosalba iniciou a sua gestão em 2011, contabilizando maioria no Palácio José Augusto e encerrou o governo completamente isolada, sob o ponto de vista político, tanto que desde que o instituto da reeleição foi reeditado, ela foi a única governante que não concorreu à reeleição.
No campo judicial, Rosalba Ciarlini foi investigada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio Grande do Norte por suspeita de prática de improbidade administrativa. Suspeita-se que o Governo do Estado deixou de investir R$ 165 milhões em Educação e se utilizou o Fundo de Manutenção da Educação Básica (FUNDEB) para pagar, irregularmente, aposentados e pensionistas.
O inquérito civil público foi instaurado pelo procurador-geral Rinaldo Reis e investiga contas relativas a 2011 e 2012, quando há indícios de que a governadora não teria feito a aplicação mínima de verba para educação a que cabe aos Estados, que é de 25% da receita resultante de impostos, segundo a Constituição Federal de 1988.
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