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9 de junho de 2015

PRESOS ABREM MAIS UM BURACO NO PAVILHÃO 4 DE ALCAÇUZ

Mais um buraco foi aberto a partir do Pavilhão 4 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A escavação foi descoberta na madrugada desta terça-feira (9) com a movimentação de presos correndo por dentro da área interna da unidade.

Do lado de fora, um policial militar da Força Nacional percebeu a movimentação e avisou o comando da guarda. Um dos guariteiros recebeu a comunicação e fez um disparo de advertência. Assustados, os detentos retornaram para dentro do pavilhão.Segundo o agente penitenciário Eider Brito, diretor da penitenciária, somente no Pavilhão 4 estão mais de 200 detentos. “Eles cavaram um buraco na quadra e passaram por baixo do muro, mas permaneceram dentro da penitenciária.

Acredito que eles foram até uma grade que separa Alcaçuz do Presídio Rogério Coutinho Madruga para deixar ou pegar algum telefone. Um dos guariteiros viu a movimentação e atirou para o alto. Os presos se assustaram e voltaram para dentro do pavilhão”, concluiu.

Insegurança
Não foi apenas o Pavilhão 4 de Alcaçuz que foi alvo de preocupação da Polícia Militar, mas toda a penitenciária. Relatório elaborado pelo Batalhão de Choque ao fim de uma intervenção na unidade, datado de 12 de maio (logo após o governo decretar estado de calamidade no sistema prisional potiguar), aponta para a existência de armas de fogo em poder dos detentos da penitenciária.

Alcaçuz tem capacidade para 620 presos e está atualmente com 1 mil apenados. Alcaçuz também registra as maiores fugas de presos da história do Rio Grande do Norte. Em janeiro de 2012, 41 presos fugiram do chamado Pavilhão 5. Posteriormente, a unidade foi denominada de Presídio Rogério Coutinho Madruga. Já em abril deste ano, Alcaçuz registrou mais duas fugas em massa. Na primeira, no dia 6, fugiram 32 presos. Depois, no dia 22, escaparam 35.

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