O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato começou uma greve de fome na cadeia de Modena, após a confirmação de sua extradição ao Brasil.
Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão, já havia tornado pública a intenção de fazer o protesto.
Segundo uma fonte da penitenciária Sant´Anna, Pizzolato começou oficialmente sua greve de fome nesta quinta-feira, 11. "Hoje ele não almoçou e deixou claro a intenção de continuar", disse. Na semana passada, o Tribunal Administrativo Regional do Lázio não acolheu o recurso apresentado pela defesa e autorizou sua extradição.
A partir da próxima segunda-feira, 15, o governo brasileiro já pode providenciar o retorno de Pizzolato. Para os juízes da corte italiana, não houve erro ministerial na autorização da extradição. A defesa de Pizzolato já disse que vai recorrer e apresentará recurso no Conselho de Estado, segunda e última instância da justiça administrativa.
O juiz de turno decidirá se analisa o pedido ou não. Caso aceite a análise, a extradição poderá ser suspensa mais uma vez ou ele poderá ser mandado de volta ao Brasil enquanto espera o julgamento do caso. O governo brasileiro tem 20 dias, a partir de segunda-feira, para organizar a retirada do petista do país.
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