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16 de abril de 2015

DIRETORIA DO PT DECIDE AFASTAR VACCARI NETO APÓS PRISÃO DO TESOUREIRO

João Vaccari Neto não é mais o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. A direção do PT confirmou a informação horas depois dele ter sido preso pela Polícia Federal em mais uma etapa da Operação Lava Jato.

João Vaccari Neto foi preso na manhã de quarta-feira (15), em casa, na cidade de São Paulo e no início da tarde, ele já estava em Curitiba.

Para os investigadores da Lava Jato, Vaccari é o operador do PT no esquema de corrupção que desviou bilhões da Petrobras por meio de fraude e superfaturamento de obras.

No decreto que determinou a prisão de Vaccari, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, afirmou que "em tal posição de poder e influência política, ele poderá persistir na prática de crimes ou mesmo perturbar as investigações e a instrução da ação penal". O juiz afirmou ainda que "o mundo do crime não pode contaminar o sistema político-partidário".

Para justificar a prisão, Sérgio Moro também lembrou que Vaccari responde, desde 2010, por fraudes envolvendo a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo.

Para tomar a decisão, o juiz também levou em conta o relato de, pelo menos, cinco acusados da Lava Jato que fizeram acordo de delação premiada. Augusto Mendonça, do grupo Toyo Setal, disse que, a pedido do tesoureiro do PT, depositou dinheiro na conta da Editora Gráfica Atitude, de São Paulo, que pertence ao Sindicato dos Bancários e dos Metalúrgicos do ABC.

O Ministério Público apresentou uma planilha onde estão 14 repasses feitos pelas empresas de Augusto à gráfica entre 2010 e 2013 no valor total de mais de R$ 1,5 milhão. Para o juiz Sérgio Moro, os pagamentos foram uma espécie de doação não-contabilizada, e não doações eleitorais registradas.

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