Um dia depois da saída de Cid Gomes do ministério da Educação, a presidente Dilma Rousseff negou que pretende fazer uma reforma política, como tem sido divulgado na imprensa.
Cid Gomes pediu demissão da pasta após uma sessão conturbada na Câmara dos Deputados. A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que a saída do ministro da Educação, Cid Gomes, foi uma alteração pontual. Segundo ela, no momento, não há perspectiva de alterar mais nenhum cargo no governo.
"Vocês estão criando reforma ministerial que não existe. Não tenho perspectiva de alterar nada e nem ninguém. Claro que as circunstâncias mudam, como agora, mas não há reforma prevista. Não adianta botar que tem reforma ministerial. Reforma ministerial é uma panaceia. Não resolve os problemas", disse Dilma a jornalistas.
Sobre o substituto de Cid Gomes, a presidente assegurou que não olhará para o interesse dos partidos. "Será uma pessoa boa para a educação e não desse ou daquele partido", afirmou, destacando as ações do governo petista no setor.
"Para o lugar de Cid Gomes no MEC pode ser deslocado o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que já ocupou a pasta e no cargo atual enfrenta hostilidades da base aliada. Para o gabinete civil pode ser deslocado o ministro da Defesa Jaques Wagner. Um nome do PMDB, como Henrique Alves ou Eliseu Padilha, pode ser entronizado na coordenação política, substituindo o petista Pepe Vargas".
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