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5 de novembro de 2014

PMDB SERÁ O ALIADO MAIS ADVERSÁRIO DE DILMA

O PMDB não quer mesmo ter uma convivência tranquila com a presidente Dilma Rousseff durante o segundo mandato dela, a partir de 1º de janeiro.

O que já era um grande indício se tornou uma certeza desde a noite de ontem, quando o vice-presidente Michel Temer reuniu para um jantar de confraternização, no Palácio do Jaburu, em Brasília, mais de cem políticos eleitos pela legenda. A ideia era mostrar algum tipo de união em torno do governo que, afinal, tem no próprio Temer seu maior representante na administração federal, mas a ideia não deu certo.

Em alta entre os deputados federais, na condição de favorito à disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, o líder Eduardo Cunha avisava, desde a entrada, que não vai mesmo assumir qualquer compromisso com a sustentação política da nova gestão de Dilma:

O PMDB não está aí para agradar ao governo, mas para agradar o Brasil, correspondendo às expectativas dos nossos eleitores, disse ele à entrada do jantar. Até mesmo o ex-líder do governo no Senado Eduardo Braga, que perdeu a eleição para o governo do Amazonas, mostrou as garras contra o PT, partido que responsabilizou por sua derrota no Estado.

Hoje, em novo esforço para dar um mínimo aspecto de coesão entre seu partido e a presidente eleita, Temer chefiou a reunião do comando político da legenda. Uma de suas missões será evitar uma trombada de frente do partido com o plano anunciado por Dilma de promover uma reforma política por meio de um plebiscito. No máximo, os chefes do PMDB aceitarão, em tese, um referendo.

Até o início do ano que vem, o PMDB pretende enviar ao Congresso Nacional uma sugestão de reforma política. A informação foi dada nesta quarta-feira (5) pelo vice-presidente da República e presidente nacional do partido, Michel Temer, após reunião do Conselho Nacional do PMDB, da qual participaram governadores, prefeitos, parlamentares e líderes da legenda.

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