Segundo dados do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem passar pela renovação mais intensa em 16 anos. Baseado no menor número de candidatos que concorrem à reeleição desde 1998 e no desejo de mudança da população brasileira, o Diap estima que a renovação da Câmara em 2014 ultrapasse a média histórica e supere os 50% da composição da Casa.
O analista político e diretor de documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, acredita que dos 387 deputados que tentam a reeleição, apenas entre 60 e 70 devem conseguir um novo mandato.
Nessas eleições apareceram partidos de médio porte como o Solidariedade, o PSD e PROS. Muitos parlamentares foram para esses partidos sem a garantia de que vão se reeleger. Essa nova base traz mais dificuldades para quem pretende um novo mandato, alinhado com o sentimento de renovação dos eleitores.
No Senado, a renovação deve ser ainda maior. O especialista analisa que dos 10 parlamentares que tentam mais oito anos no Senado, apenas 5 devem ser eleitos.
A próxima legislatura deve trocar grande parte da chamada “elite parlamentar”. Nós fizemos um levantamento com os 100 nomes mais influentes do Congresso, e destes, 46 estarão fora na próxima legislatura.
Segundo o levantamento do DIAP, apesar de menores em relação às atuais bancadas, o PT e o PMDB continuarão, respectivamente, como primeira e segunda maiores bancadas. O PSDB continuará em terceiro lugar e o PSD e o PP disputam a quarta ou quinta posição. O PR e o PSB disputam a sexta posição, seguidos do DEM, do PTB, do Pros, do SD, do PDT e do PCdoB.
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