Caso as urnas confirmem o que mostram as três últimas pesquisas, dos institutos CNT/MDA, Datafolha e Ibope, a ex-senadora Marina Silva irá "morrer na praia".
Depois de sentir o gosto do poder, ela, que esteve dez pontos à frente da presidente Dilma Rousseff, em simulações de segundo turno, literalmente derreteu. Caiu em todos os estados, todas as faixas etárias e segmentos de renda, assim que suas ideais, propostas e recuos foram ficando mais claros. Se vier a ser mesmo ultrapassada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) na reta final do primeiro turno, a grande questão é: o que fará no segundo?
Cercada de economistas liberais e de uma banqueira, Neca Setúbal, com um ideario à direita do PSDB, partido que rejeita, por exemplo, a independência do Banco Central, Marina teria motivos, portanto, para se aliar a Aécio. No entanto, o partido onde Marina se alojou, o PSB, possui vínculos mais sólidos com o PT. E se dependesse da vontade do presidente do partido, Roberto Amaral, a aliança natural seria com a presidente Dilma – jamais com os tucanos.
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