A pesquisa Datafolha que mostrou o crescimento de quatro pontos para o presidenciável Aécio Neves e a projeção, por um ponto, de realização de segundo turno não tirou o humor do Palácio do Planalto. Ao contrário.
Os estrategistas da presidente Dilma Rousseff avaliam que o levantamento traz uma série de boas notícias, tanto no detalhamento das intenções de voto e rejeição dos candidatos, como na leitura que pode ser feita por meio das expectativas da população a respeito da economia. A conclusão, é a de que, estabilizada agora, Dilma tem todas as condições para voltar a crescer em próximos levantamentos.
VITÓRIA EM TODAS AS REGIÕES - Um indicador forte de que a presidente não está em situação delicada na pesquisa Datafolha é o fato de que ela vence seus adversários, ainda e mais esta vez, em todas as regiões do País. A maior dificuldade é na região Sudeste, onde Dilma marcou 30% de intenções contra 27% para Aécio Neves e 7% para Eduardo Campos.
Igualmente houve uma reflexão positiva, entre o staff de Dilma, sobre a perda de pontos que ela experimentou em cidades pequenas e, ao mesmo tempo, o crescimento do nome da presidente em municípios com mais de 500 mil habitantes. O Datafolha mostra que a presidente, em abril, tinha 48% das intenções de voto em cidades com até 50 mil habitante, recuando para 44% agora. Porém, Dilma subiu de 31% para 34% nos municípios maiores.
A rejeição semelhante dos três candidatos – 35% para Dilma, 34% em Eduardo Campos e 31% para Aécio Neves - é outro elemento objetivo para a conclusão de que não será fácil, de agora em diante, haver grandes oscilações nos levantamentos, com, por exemplo, uma disparada de um dos oposionistas e uma queda livre para a presidente Dilma.
A oscilação de Dilma ocorreu dentro da margem de erro, o que claramente mostra uma estabilização, acredita um dos membros do comando presidencial. "São, assim, 35 dias em que a avaliação do governo parou de oscilar".
Para a recuperação de intenções de voto da presidente conta, ainda, o fato de que PSDB e PSB já apresentaram seus programas partidário nacionais, enquanto o do PT só irá ao ar em junho. Os analistas do Palácio do Planalto acreditam que, neste momento, a imagem de Dilma será projetada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário