A eleição presidencial acaba de entrar em uma nova fase. A penúltima. Entre a Páscoa recém comemorada e o pontapé inicial da Copa do Mundo, na partida Brasil X Croácia, em 12 de junho, os candidatos têm um período de contados 50 dias para aplicarem suas estratégias. Depois disso, restará a fase posterior ao domingo 13 de de julho, data da final da Copa, até o dia decisivo das urnas de 5 de outubro para a definição de quem, afinal, vai levar essa parada.
Durante a Copa, com o espaço na atenção do público que o assunto permitir, os partidos terão suas convenções, para a definição dos candidatos. Isso só reforça que, de hoje até a abertura do Mundial, quem está colocado tem de assegurar seu lugar na melhor posição possível.
As estratégias dos candidatos já estão traçadas e, com um acerto aqui, outro arranjo ali, irão definir as posições de largada para a fase final da corrida presidencial.
CAMPOS EM BOM MOMENTO - Na fase que se abre, paroxalmente a posição mais confortável é a do último colocado nas pesquisas de intenção de voto entre os três principais pré-candidatos. O ex-governador Eduardo Campos conseguiu, após evitar pelejas diretas com a ex-ministra Marina Silva, montar chapas consensuais em mais de uma dezena de Estados, sem quebrar louças no campo de Rede Solidariedade. Não foi fácil, Marina mal arredou pé, mas a tenacidade de Campos em ter a ex-ministra como sua vice falou mais alto do que as reclamações. Graças a essa habilidade de conciliar com as vontades do Rede Solidariedade aos do PSB, Campos traz inteira, sem defecções, sua candidatura até aqui.
AÉCIO MANTEVE VANTAGEM - O presidente do PSDB, Aécio Neves, tem, no ranking das pesquisas, os números que gostaria de exibir a esta altura da disputa, mas poderia ter um problema político a menos. Ele não esperava que o pré-candidato a governador de Minas, Pimenta da Veiga, fosse alvejado, no início a disputa, por um indiciamento em inquérito na Polícia Federal. Isso criou um problema adicional para ele, mas a crise ainda não está consumada – e teve suas compensações.
DILMA MONITORA O VOLTA, LULA – A presidente Dilma Rousseff terá, de agora até a abertura da Copa, um mar para navegar. Ela enfrentará o desafio de resistir às críticas que surgem de todos os lados à política econômica e, especialmente, o movimento surdo chamado 'volta, Lula'. O ex-presidente tem declarado, insistente e permanentemente, que sua candidata é a presidente Dilma, mas quem quer acreditar.? Pelo sim pelo não, Dilma voltou-se ao próprio Lula e adotou o discurso de não deixar nada sem resposta a respeito de críticas ao seu governo.
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