A presidenta Dilma Rousseff sofreu ontem nova derrota na Câmara dos Deputados.
Depois de muita discussão, comissões da Câmara aprovaram pedidos de
esclarecimento de cinco ministros e da presidente da Petrobras, Graça Foster.
Dilma Rousseff, porém, avisou que não mudará a estratégia adotada até agora e
aposta na implosão do “blocão”.
Liderado pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), o “blocão” formado
por oito partidos da base aliada e um da oposição comandou a convocação de
ministros na comissão de Fiscalização Financeira e Controle. No Palácio do
Planalto, a presidenta disse ter certeza que o “blocão” não vingará. Apesar das
derrotas sofridas na Câmara, o governo conseguiu convencer o PP e o PDT a se
retirar do grupo de rebeldes. A estratégia do Planalto é ameaçar tirar
ministérios dos partidos da base que se comportam como oposição.
Dilma
Rousseff se reuniu ontem à tarde com o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante,
e com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para avaliar as
derrotas impostas ao governo por sua base de apoio. A presidenta também
conversou com o vice-presidente Michel Temer. Disse que pretende concluir a
reforma ministerial na amanhã e vai deixar o PMDB por último.
Se o PMDB
não indicar nenhum nome para o ministério, ela escolherá técnicos para os
cargos. O mais cotado para ocupar o Ministério da Agricultura é o secretário de
Política Agrícola, Neri Geller. Com a tarefa de enterrar o “blocão”, Mercadante
foi escalado para iniciar nova rodada de conversas com os partidos da base. Ao
longo de todo o dia, a base de sustentação de Dilma na Câmara escancarou a
insatisfação com o governo e mostrou estar disposta a dar o troco pelo
“represamento” de emendas e cargos.
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