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13 de março de 2014

POLÍCIA PRENDE EX-ASSESSOR PIVÔ DO ESCÂNDALO "ANÕES DO ORÇAMENTO"

Conhecido como o delator do escândalo político “Anões do Orçamento”, o ex-chefe da assessoria de orçamento do Senado Federal, José Carlos Alves dos Santos, 71 anos, foi preso por volta das 8h desta quinta-feira (13/3).
 

A ação ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão condenatória expedido pela Vara de Execuções Penais (VEP) de Brasília. 

Em 2002, José Carlos foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo crime de corrupção passiva e sentenciado pela Justiça a dez anos e um mês de reclusão. Dez policiais foram mobilizados para a prisão, que ocorreu na residência dele, no Lago Norte. Sem oferecer resistência, ele foi levado para a carceragem do DPE. 

Segundo o delegado Sérgio Henrique de Araújo Moraes, da Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual (DCPI), o ex-assessor deve cumprir, a princípio, pena em regime fechado. No entanto, por ter mais de 70 anos e problemas de saúde, como o condenado alegou, a defesa pode pedir na Justiça a redução da pena ou cumprimento em regime domiciliar.

Anões no crime

O esquema criminoso, que foi testemunhado há 20 anos pelo Brasil, envolvia políticos que manipulavam emendas parlamentares. O objetivo era desviar dinheiro público por meio de entidades sociais fantasmas ou com a ajuda de empreiteiras. O escândalo foi descoberto depois que José Carlos Alves, então assessor da comissão, foi preso como mandante do assassinato da própria mulher, Ana Elizabeth Lofrano, que havia ameaçado denunciar o esquema. Com a repercussão do caso, ele resolveu delatar o crime, comandado pelo ex-deputado João Alves. Para justificar o alto padrão de vida, este teria dado inclusive a desculpa de ganhar prêmios milionários na loteria, 56 vezes só em 1993.

Foi o primeiro escândalo político em que os parlamentares investigaram os próprios colegas na CPI do Orçamento. Na época houve boatos de que grandes nomes teriam sido retirados da lista de investigados. A culpa recaiu então apenas sobre o “baixo clero”, nome que denomina deputados de menor expressão na Câmara. A denominação de "anões" era uma alusão à coincidência de serem os principais envolvidos homens de baixa estatura física.

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