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18 de março de 2014

MARÇO RELEMBRA O GOLPE MILITAR DE 64

O mês de março é simbólico para a vida política brasileira. Se, para o movimento estudantil, o período é marcado pela Jornada de Lutas em homenagem a duas figuras marcantes para a juventude brasileira, a direita fascista também tenta rememorar o golpe de 1º de Abril de 1964, que deu origem à ditadura militar no país, que durou 20 anos.

Um dos homenageados pelos estudantes é o estudante secundarista Edson Luís, assassinado com uma bala no peito disparada por militares durante repressão a um protesto no restaurante universitário Calabouço, no Rio de Janeiro, em 28 de março de 1968. Edson reivindicava preços mais justos para a alimentação dos estudantes.

Os estudantes lembram, ainda, a data de nascimento (28 de março de 1947) de um dos principais líderes estudantis da história brasileira: o ex-presidente da UNE, Honestino Guimarães, preso, torturado e assassinado pela ditadura militar no Rio de Janeiro. Honestino, com seus anseios em mudar o Brasil e o mundo, continua um símbolo vivo para diversas gerações.

Já no lado dos militares, corridos 50 anos, o golpe militar que a ultradireita reivindica no 31 de março de 1964, para fugir ao estigma do Dia da Mentira, é uma lembrança a cada dia mais tênue na memória nacional, mas também uma história sem ponto final que, ainda hoje “contamina com rancor e ódio o ambiente político.”

“O conflito é particularmente visível na relação do atual governo com as Forças Armadas, sobretudo com militares da reserva, e na Comissão Nacional da Verdade, criada em 2011 para investigar e esclarecer o que ocorreu com 153 militantes de esquerda desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985).”

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