No dia em
que a bancada do PMDB deve se encontrar para aprovar uma moção de apoio ao
líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), acirrando ainda mais a crise
com o Planalto, caciques peemedebistas da Casa realizaram nesta manhã uma reunião no Palácio do Jaburu,
residência oficial do vice-presidente da República, Michel Temer.
Além de
Temer, presidente licenciado do PMDB, estavam no encontro o presidente da
Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o deputado Eduardo Cunha,
líder e pivô da crise do governo com a bancada da Câmara.
Dilma
Em meio à
maior crise de seu governo com a base aliada, a presidente Dilma Rousseff
negou-se a criticar o PMDB, maior partido da base. “O PMDB só me dá alegrias”,
foi sua resposta ao ser indagada sobre os problemas com a sigla em uma rápida
entrevista em Viña del Mar, onde está para participar da posse da presidente
eleita do Chile, Michele Bachelet.
Dilma
esquivou-se de comentar os recentes episódios da rebelião peemedebista na
Câmara e os impactos que isso traria para o ano eleitoral. “Daqui para frente,
esse é um ano muito especial. Primeiro, nós temos a Copa, e eu tenho convicção
que será uma Copa fantástica. Segundo, porque nós temos essa preparação para os
Jogos Olímpicos”, afirmou, depois de se encontrar com um grupo de atletas
brasileiros que participa dos Jogos Sul-Americanos no Chile.
Ontem, a
presidente passou a manhã em duas reuniões com os presidentes da Câmara,
Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros, além do vice-presidente
da República, Michel Temer, todos do PMDB. O governo ofereceu um pacote de
apoios eleitorais do PT ao partido em seis Estados. A crise na Câmara, no
entanto, ainda não está debelada. Dilma quer que Temer conduza a solução do
problema.
Na foto, Eduardo
Cunha e Henrique Alves, do PMDB
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