O alto
comando do bloco PP-Pros se reuniu ontem em Brasília e decidiu que pedirá à presidente
Dilma Rousseff tratamento igualitário àquele dispensado ao PMDB. Isso
significa, no mínimo, três ministérios, considerando que os peemedebistas têm
Agricultura, Turismo, Aviação Civil, e, ainda, Previdência Social.
O cálculo é
o de que, embora o PMDB tenha mais de 70 deputados, volta e meia seus líderes
colocam uma faca no pescoço de Dilma, coisa que o bloco jura não fazer.
Ou seja, por esse critério, “pepistas e
prosistas” se consideram com direito a mais espaço. A esse argumento, eles
aliam o fato de estarem fechados com a reeleição de Dilma, garantindo à
presidente-candidata o tempo de tevê das duas siglas. Dizem ainda esses
deputados que Dilma, enquanto presidente, não pode ater-se apenas à lógica
eleitoral para compor seu governo. Tem que levar em conta a composição das
bancadas na Câmara.
Ocorre que Dilma não pensa assim.
Seus coordenadores eleitorais vêem o apoio à petista na eleição de 2014 como a espinha dorsal da reforma ministerial. E, nesse quesito, o PP está em baixa
porque, apesar do tempo de tevê, faltam os palanques e, para completar,
ressurgiu o racha interno na bancada. Essa queda de braço terá longos capítulos.
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