A procissão acontece desde 1989. Após uma missa, a imagem segue em um andor colocado em cima de um carro, percorrendo cerca de 24 km pela Rodovia BR-316 enquanto atravessa os bairros da Cidade Nova, Icuí, PAAR, Guajará e Maguari até chegar em um trapiche em Icoaraci, de onde é colocada em uma Corveta da Marinha que dá continuidade ao louvor de Nossa Senhora através das águas: é o chamado Círio Fluvial.
Na Romaria Fluvial, a imagem segue até a Escadinha do Cais do Porto, que fica na Praça Pedro Teixeira, ao lado da Estação das Docas. O percurso dura cerca de 3h. Na chegada, a imagem é recebida com honras de Chefe de Estado pela Polícia Militar, graças a uma lei de 1971 que proclamou a Virgem de Nazaré como "Rainha da Amazônia".
Antes de chegar ao Cais do Porto, por volta de 11h30 da manhã, a imagem é aguardada por centenas de motociclistas, que fazem a Moto Romaria. A procissão existe desde 1990, e foi criada pela federação paraense de motociclismo para homenagear a padroeira em um percurso de 2,5 km, no qual o ronco dos motores se mistura com os cantos e orações.
Glória e Nossa Senhora
Outro momento marcande dos eventos de sábado é a Descida do Glória. Após uma missa na Basílica de Nazaré, a imagem original da Virgem, que teria sido encontrada pelo caboclo Plácido de Souza em 1700 no igarapé Murutocu, sai de seu nicho permanente no altar-mor da igreja e se aproxima dos fiéis, sendo colocada em um nicho no presbitério, marcando o fim das festividades da manhã de sábado.
(Foto: Eunice Pinto / Agência Pará)
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