O delegado Flávio Stringueta, chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (GCCO) da Polícia Civil, na região Centro-Oeste, disse em entrevista à imprensa, que as investigações apontam Antonio Moura, 47, o "Nego Véi", morto em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), na última segunda-feira (16), como sendo líder de uma quadrilha que migrou do Nordeste para aquela região.
O bando também é responsável por tráfico de drogas, pistolagem, roubos a bancos no Ceará e Paraíba e, principalmente, no Rio Grande do Norte. São suspeitos da explosão do Banco do Brasil de Baraúna (RN).
De acordo com o delegado, a quadrilha liderada por "Nego Véi" era composta por 12 bandidos perigosos, a maioria deles do Rio Grande do Norte, que além de assaltos era responsável por pistolagem e tráfico interestadual de drogas. O bando agia nos estados do Centro-Oeste e do Pará, para onde havia se mudado após sete membros terem sido presos no Ceará, em junho do ano passado, depois de terem cometido um assalto em Fortaleza (CE).
“Nego Véi” teria participado de dois assaltos na cidade de Santana do Araguaia (PA), onde ocorreu um confronto resultando na morte de um policial", destacouFlávio Stringueta. O delegado acrescentou que Antonio Moura tinha "experiência" em assaltos na região entre Pará e Mato Grosso. Ele também era investigado no assalto à agência do Banco do Brasil na cidade de Querência (MT), no ano passado. "A busca por ele (Moura) já vinha ocorrendo há meses", disse.
INVESTIGAÇÕES
As investigações apontam que "Nego Véi" fazia parte de uma quadrilha que assaltava bancos em vários estados do Nordeste, Centro-Oeste e Norte. O bando é investigado também pelo assassinato do prefeito Antônio Veras, de Campo Grande (RN), ocorrido em 2010. Antonio Moura foi morto ao lado de Cássio de Almeida Souza, 28, cujo nome está sendo checado, pois existe a suspeita de se tratar de identidade falsa.
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