"Se formos levar em conta que cada casa tenha quatro pessoas, a Caern deixa de atender satisfatoriamente 12.480 habitantes nas regiões Agreste, Trairi e Potengi", estima Isaías Costa Filho, gerente de Desenvolvimento Operacional da companhia. "E temos que considerar que todas essas cidades tem altas temperaturas, o que provoca mais consumo. As pessoas tomam mais banho e bebem mais água por causa do calor", acrescenta.
Com a vazão reduzida e o consumo aumentado, a Caern acendeu o sinal amarelo. Desenvolveu um sistema de distribuição alternado: em cada dia da semana, um grupo de cidades recebe água até que a captação na Lagoa do Bonfim, que abastece o sistema, volte aos índices normais. "A medida foi tomada para não prejudicar a oferta de água no fim da linha da adutora. Fizemos isso para que as cidades, propriedades rurais e assentamentos não sofram com o desabastecimento. Mas claro, pedimos que as pessoas economizem água", destacou o gerente. Isaías Costa Filho alerta que outros sistemas também ameaçam entrar em racionamento, mas por enquanto apenas o sistema Monsenhor Expedito foi atingido.

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