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18 de dezembro de 2012

CPI DO CACHOEIRA TERMINA SEM PEDIR INDICIAMENTOS, 'UMA PIZZA'

Parlamentares durante sessão de votação do relatório
final da CPI do Cachoeira
(Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)

Após rejeitar o relatório produzido pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), os integrantes da CPI Mista do Cachoeira aprovaram o voto em separado apresentado pelo deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF). O voto do deputado, apresentado em duas páginas, não sugere o indiciamento de nenhum dos suspeitos de envolvimento com o esquema comandando pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Com a aprovação do voto, o texto de duas páginas passou a ser o relatório final da CPI.

O texto de Pitiman foi aprovado por 21 parlamentares. Outros sete votaram contra. Nas duas páginas, o deputado sugere que o material produzido pela CPI seja encaminhado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.

O voto também sugeria que a comissão escolhesse dois senadores e três deputados federais para acompanhar, no período de 2013 e 2014, o andamento das apurações e levar o resultado ao Congresso. Diante de protestos, a sugestão foi retirada pelo autor do voto.

“Eu estou propondo aqui que, além do Ministério Público, a gente estenda isso também para a Polícia Federal [...] Lá, nestas duas instituições, separados do calor político, eles possam ter todas as informações para que haja a continuidade das investigações”, disse Pitiman.

O requerimento que já aprovamos envia ao Ministério Público Federal tudo que já apuramos [...] Vou me negar a votar algo que é tão pouco. Não podemos ver uma CPI reduzida a duas folhas. Isso é algo ridículo”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

O deputado Silvio Costa (PTB-PE), também criticou o voto em separado do deputado.
“Você produziu uma pizza, com t de trapalhada. Com todo o respeito à inteligência das pessoas [...] Não dá para transformar esta CPI numa papagaiada destas”, disse a Pitiman.

Sem relatório do relator
Com o texto de Pitiman aprovado, a CPI do Cachoeira termina seus trabalhos após oito meses sem ter conseguido aprovar um relatório final.

Com informações de Iara Lemos, em Brasília

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